sábado, 18 de abril de 2015

resenha do Livro "A Cientista Que Curou Seu próprio Cérebro - Jull Bolte

Resenha: A cientista que curou seu próprio cérebro

Relato de uma neurocientista que conseguiu se recuperar de um derrame*.
Logo no começo do livro a autora narra o que sentiu nos momentos iniciais do derrame. A descrição do evento é estranha e curiosa, com um ritmo quase ´Stephen King´, ela chega admitir que sentia um certo prazer enquanto o cérebro aos poucos perdia o contato com a realidade. “Parte de mim se deliciava com a euforia de minha irracionalidade”(pág. 30). Essa euforia provavelmente é um sintoma de um cérebro sofrendo com o derrame, semelhante com a euforia que ocorre com a baixa oxigenação do cérebro.
Os danos causados pelo derrame resultaram na oportuna chance de Jill Taylor poder reconstruir sua visão de mundo, com a possibilidade de observação das funções do cérebro, do que poderia ser reforçado e o os sentimentos que ela preferia esquecer ou minimizar.
Um dos pecados do livro é que a autora exagera na descrição da função de cada hemisfério do cérebro, fazendo parecer que cada função cognitiva é quase exclusividade da metade direita ou esquerda. Além disso, as descrições das funções cerebrais não são científicas, o que pode ser desejável aos leitores que procuram um livro que não trate especificamente sobre a neurociência do evento.
É importante ressaltar, como a autora mesmo faz, que não existem derrames idênticos, e que a história não pode ser encarada como uma fórmula exata para o tratamento deste tipo de ocorrência.
O derrame* ocorreu no dia 10 de setembro de 1996 e em fevereiro deste ano Jill Taylor apresentou uma palestra no TED (
Technology Entertainment Design).

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