domingo, 26 de abril de 2015

De cada 6 pessoas, uma terá AVC no brasil | O POVO

De cada 6 pessoas, uma terá AVC no brasil | O POVO

Uma Frase

Não sei exatamente de quem é, acho que deve ser de Jill Bolte, mas, seja de quem for, descreve bem meus pensamentos e emoções hoje, é exatamente assim que me sinto. Bola pra frente.


“Acredito realmente que 99,999% das células do meu cérebro e corpo querem que eu seja feliz, saudável e bem-sucedida. Uma pequena porção do contador de histórias, porém, não parece estar incondicionalmente ligada à minha alegria, e é excelente em explorar padrões de pensamento que têm o potencial de realmente dilapidar meu sentimento de paz interior.”

sábado, 18 de abril de 2015

resenha do Livro "A Cientista Que Curou Seu próprio Cérebro - Jull Bolte

Resenha: A cientista que curou seu próprio cérebro

Relato de uma neurocientista que conseguiu se recuperar de um derrame*.
Logo no começo do livro a autora narra o que sentiu nos momentos iniciais do derrame. A descrição do evento é estranha e curiosa, com um ritmo quase ´Stephen King´, ela chega admitir que sentia um certo prazer enquanto o cérebro aos poucos perdia o contato com a realidade. “Parte de mim se deliciava com a euforia de minha irracionalidade”(pág. 30). Essa euforia provavelmente é um sintoma de um cérebro sofrendo com o derrame, semelhante com a euforia que ocorre com a baixa oxigenação do cérebro.
Os danos causados pelo derrame resultaram na oportuna chance de Jill Taylor poder reconstruir sua visão de mundo, com a possibilidade de observação das funções do cérebro, do que poderia ser reforçado e o os sentimentos que ela preferia esquecer ou minimizar.
Um dos pecados do livro é que a autora exagera na descrição da função de cada hemisfério do cérebro, fazendo parecer que cada função cognitiva é quase exclusividade da metade direita ou esquerda. Além disso, as descrições das funções cerebrais não são científicas, o que pode ser desejável aos leitores que procuram um livro que não trate especificamente sobre a neurociência do evento.
É importante ressaltar, como a autora mesmo faz, que não existem derrames idênticos, e que a história não pode ser encarada como uma fórmula exata para o tratamento deste tipo de ocorrência.
O derrame* ocorreu no dia 10 de setembro de 1996 e em fevereiro deste ano Jill Taylor apresentou uma palestra no TED (
Technology Entertainment Design).
 o livro de Adriana Foz, A Cura do Cérebro. Um romance que não tem nada de ficção, nem tão pouco personagens de faz de conta, a história é real e se passou com a autora. Adriana aos 32 anos sofreu um AVC (Acidente Vascular Cerebral) e a partir dessa e de outras experiências mostrou e ainda mostra que é possível superar, aprender, conquistar competências e reabilitar habilidades. Uma jornada em que ela questionou, buscou informações e transformou tudo isso em atitudes que culminaram em quem ela é hoje, alguém saudável e que busca ajudar pessoas!
Hoje, recuperada, Adriana relata em seu livro sua história de superação e fala com propriedade e sutileza sobre um novo conceito que criou e denominou de “Plasticidade Emocional”.
O currículo de Adriana deixa claro sua experiência e competência na área.  Além de Educadora (USP), é pós-graduada em Psicologia da Educação (USP), especialista em Psicopedagogia (Instituto Sede Sapientiae) e Neuropsicologia (CDN-Unifesp). Atende, em consultório, pacientes adolescentes e adultos. Também atende na reabilitação neuropsicológica com parceria interdisciplinar.
Adriana também é coordenadora geral do Projeto Cuca Legal — Programa de Prevenção em Saúde Mental nas Escolas (Psiquiatria/Unifesp).
Pesquisando a história e mais informações sobre a obra e a autora, encontramos uma entrevista em que Adriana deu a “Esquina da Cultura”. Além de falar das condições que levaram ao AVC, Adriana fala da subjetividade de cada um de nós e dos caminhos que trilhou após o AVC para sua recuperação. Vale a pena conhecer a Adriana nessa entrevista e o livro também, claro! =)

Adriana Fóz - Fala sobre seu AVC em entrevista para o GNT - Alternativa ...

segunda-feira, 13 de abril de 2015

Exemplos a serem copiados

Dois estados, estão de parabéns e enchem de orgulho com esta belíssima iniciativa de saúde publica  são os estados de Alagoas e Espirito Santo, que criaram  Unidades de AVC, com serviço exclusivo em Unidade de Terapia intensiva, e profissionais treinados. Dados do Sameu do Estado de Alagoas mostram que em 2010, foram registrados 1.017 casos de Avc e em 2011, 1,027, 2012, 1,587 ,  2013, 1.445 e 2014  foram 1.917 atendimentos, um aumento considerável, espera-se que com um centro para atendimento e tratamento exclusivo que proporcionará  uma recuperação rápida evitará as complicações que muita vezes leva o paciente a óbito . A Unidade de Avc do Hospital Estadual Central de Vitória, em 3 anos de funcionamento  ultrapassou a marca de 2 mil atendimento, uma media de 58 casos por més, considerado um grande avanço na identificação e tratamento e até mesmo identificando as causas do AVC.
Estão de parabéns os Secretários de Saúde desses dois estados se todos tivessem esse comprometimento com a saúde publica neste país muitas vidas seriam salvas, não só de indivíduos que sofreram avc, mas doenças cardiovasculares e outras tantas, se o Ministério de Saúde e secretarias estaduais de saúde, investissem na prevenção o governo economizaria muito, pois o custo/beneficio é super positivo.
Fica a dica. 




orgulho




Remoção de coagulo


Estudo realizado pela Universidade  McMaster em conjunto com a Universidade de Toronto, e apresentado na conferencia anual de Colegio Americano de Cardiologia, em San Diego , e publicado simultaneamente pelo jornal  New England Journal of Medicine comprova que remoção de coagulos de sangue em tratamentos de pacientes com infarto pode aumentar o risco de AVC, 


domingo, 12 de abril de 2015

Os 3 novos trials (ESCAPE, EXTEND IA e Swift Prime) apresentados International Stroke Conference, na última quarta-feira, mostraram evidências inequívocas do benefício da trombectomia no AVC isquêmico grave, sendo necessário tratar 4 pacientes para que 1 fique independente, com 53% dos pacientes ficando independentes se tratados com trombectomia comparados com 29% no grupo do tratamento clínico).
Estes resultados são um marco na história da neurologia vascular e vai mudar conduta no tratamento do AVC em todo o mundo.


quinta-feira, 2 de abril de 2015


Divagando!

Gente eu estou realmente preocupada em ter um segundo evento, as possibilidades de recorrência são inúmeras, o difícil foi ter o primeiro evento pois as portas estão abertas, ops!, eu não suportaria mais um e suas consequências, aff! estou divagando.
Segundo os médicos, as possibilidades de uma recorrência em 1 ano são de 5 a 14% e em 5 anos este risco chega a 24% em mulheres (euzinha) e 42% em homens. A prevenção se faz crucial para os pacientes vitimas de Ataque Isquêmico Transitório (ameaça de AVC) ou AVCs menores (com poucos déficits). portanto, não basta focar só na recuperação, é fundamental também a prevenção, e para isto devemos adquirir um novo estilo de vida, e sobretudo, devemos adquirir o habito de:

  • Controlar a pressão arterial
  • Descobrir se você possui fibrilação atrial (tipo de arritmia cardíaca que pode levar a formação de coagulo)
  • Parar de fumar
  • Controlar o consumo de álcool
  • Controlar os níveis de colesterol
  • Controlar o diabetes
  • Fazer atividades físicas
  • Consumir alimentos de baixo teores de sódio (sal) e gorduras
  • Acompanhamento médico regulares
Bom, como vai fazer 5 anos que sofri um AVC, o risco é grande, de todos os cuidados acima, só não faço atividades físicas, por pura preguiça, controlo minha pressão com medicamento, evito comer doces e alimentos com sal, não bebo e fumo mais (antes era fumante e bebia nos finais de semana), nível de colesterol também é controlado por medicação, vou ao cardiologista e fisiatra regularmente e tomo medicação para afinar o sangue, então, acho que, se ocorrer um segundo evento é puro azar, mas dá um medinho dá.




Plano de reabilitação

Este artigo foi extraido do site do Hospital Albert Einsten, é bom dar uma olhadinha em:http://www.einstein.br/Hospital/neurologia/tudo-sobre-avc/Paginas/plano-de-reabilitacao.aspx
tem uns artigos realmente interessante.

Plano de reabilitação

O paciente que se recupera de um AVC pode apresentar dificuldades e a intensidade delas está relacionada à lesão ocorrida no cérebro, principalmente no que diz respeito ao local e à extensão.
Atualmente, recomenda-se que este tratamento deva ser iniciado precocemente, pois se observam melhores resultados em longo prazo.

Durante a internação

O paciente será avaliado pelo médico especialista em Reabilitação, que é o Fisiatra, que está preparado para avaliar as dificuldades e programar o seu tratamento reabilitacional, que será continuado após a alta.
Juntamente com o médico titular e a equipe multiprofissional, e levando em consideração o quadro clínico e as atuais necessidades do paciente e de seus familiares e cuidadores, serão estabelecidos objetivos e metas a serem atingidos, bem como os prazos necessários para tal.
Durante a internação hospitalar, é dado início ao tratamento, com estratégias que envolvem orientações de exercícios por profissionais da equipe de Reabilitação. Tal programa visa melhorar a função respiratória, a mobilidade corporal, a deglutição, o posicionamento do corpo. Também é importante minimizar o descondicionamento físico pelo repouso forçado, bem como iniciar o treino nos cuidados, seja pelo próprio paciente ou por seu cuidador, conforme o grau de dependência.
Uma vez estabelecido, este tratamento deve ser continuado enquanto durar a internação, e os objetivos e metas serão reavaliados, conforme os progressos forem sendo alcançados.

Na alta hospitalar

Será entregue um plano de cuidados personalizado, a ser seguido pelo paciente e seus cuidadores, em continuidade ao que já foi iniciado no Hospital.
Este plano vai especificar quais terapias devem ser administradas e em qual frequência. Há casos em que o paciente mais frágil, ou com dificuldades importantes de locomoção, necessitará de um período de cuidados em seu domicílio antes de conseguir frequentar um Centro de Reabilitação como paciente externo.
O reaprendizado das funções comprometidas pode ser bastante eficiente no domicílio, que é o ambiente familiar ao paciente. No entanto, a limitação de recursos tais como equipamento especializado e profissionais experientes pode comprometer o resultado global da Reabilitação. Desse modo, o estabelecimento de uma rotina adequada em um programa de um Centro de Reabilitação é fundamental e não deve ser adiado além do necessário.
Uma vez iniciado o programa, o paciente deverá frequentar regularmente as terapias para que seu aproveitamento seja adequado. A reavaliação periódica pela equipe vai acompanhar os progressos, reorientando as metas e os objetivos.
A avaliação adequada e oportuna do impacto do AVC nos vários aspectos da vida do paciente, quais sejam físicos, psicológicos, sociais ou vocacionais vai permitir o estabelecimento de um plano de cuidados abrangente, que deverá ser aplicado pelo período necessário para o alcance das metas traçadas. Este período vai variar conforme o grau de incapacidade.
O objetivo global da Reabilitação é desenvolver ao máximo as potencialidades funcionais, permitindo reintegração social e familiar e retorno às atividades ocupacionais, com qualidade de vida para o paciente e seus familiares.


Alterações cognitivas em pacientes com AVC

O AVC pode ocasionar mudanças no funcionamento cerebral e causar alterações das funções cognitivas, tais como: atenção, memória, raciocínio, reconhecimento de estímulos e planejamento motor. Estas alterações dependerão da extensão do AVC e das regiões cerebrais afetadas. Por essa razão, pode haver grandes variações.
Outro fator importante diz respeito ao lado do hemisfério cerebral atingido (lado direito ou esquerdo), o que representa um determinante importante para os prejuízos cognitivos que irão se manifestar. Usualmente, um AVC no hemisfério cerebral esquerdo acarreta alterações nas habilidades de linguagem, assim como no processamento analítico e seqüencial de informações. Um AVC no hemisfério cerebral direito, por sua vez, poderá causar prejuízos em habilidades viso espaciais, perceptuais, além de interferir no processamento de informações simultâneas.
É muito importante conversar com seu médico caso note algum tipo de dificuldade cognitiva, pois ele saberá a melhor forma de diagnosticar e tratar estes problemas, de forma a minimizar seu impacto na sua qualidade de vida.
As alterações cognitivas podem interferir não apenas nas atividades intelectuais como também interferir na independência de atividades puramente motoras como a marcha ou a habilidade para realizar as tarefas do dia a dia como vestir, o banho ou alimentação.
Isso porque todas as funções do nosso corpo dependem de uma correta integração entra as diversas áreas e funções cerebrais. O nosso encéfalo deve trabalhar como um todo.

Retorno para atividades

O AVC – isquêmico ou hemorrágico - pode ocasionar problemas cognitivos e/ou emocionais que podem interferir no retorno ao trabalho ou estudos.
A pessoa pode passar a apresentar dificuldades para se concentrar por períodos mais longos, memorizar informações novas, lembrar de compromissos, ler e escrever, utilizar telefone e computador com a mesma velocidade e agilidade. Além disto, as capacidades de planejamento, raciocínio lógico e resolução de problemas, também podem estar reduzidos. Emocionalmente, podem surgir sentimentos de tristeza, desânimo, ansiedade, sensação de baixa auto-estima e preocupações com o futuro.
Assim, as habilidades prévias que uma pessoa utilizava rotineiramente durante o trabalho, assim como seu estilo pessoal ao lidar com problemas podem se modificar após o AVC, afetando negativamente seu desempenho profissional.
Antes de retomar as atividades profissionais é importante conversar com seu médico sobre tais dificuldades para que ele possa lhe ajudar a definir quando retornar, e se serão necessárias adaptações quanto ao ambiente, carga horária e tipos de tarefas a serem realizadas. È possível que seu médico solicite avaliações e procedimentos específicos de reabilitação para lhe auxiliar no retorno profissional ou acadêmico.