Em 1967, foi lançado nos Estados Unidos um medicamento voltado aos distúrbios da menstruação. Seu nome era Enovid, e a bula trazia uma advertência: pode causar suspensão temporária da fertilidade. Em pouco tempo o remédio começou a ser utilizado por mulheres como anticoncepcional.
Entre 1957 e 1960 milhares de mulheres recorreram ao novo medicamento, até que a FDA, orgão dos Estados Unidos, responsável por controlar os medicamentos aprovou a pilula como o primeiro anticoncepcional ministrado por via oral.
Porém, fazia mais ou menos um ano de regulamentação quando soube-se do primeiro caso de reação adversa grave, uma usuária sofreu embolia pulmonar, de 1961, até hoje muitas outras vitimas surgiram, inclusive nas redes sociais, onde compartilham suas histórias e informações sobre os riscos do anticoncpicional oral, acendendo um sinal amarelo na cabeça de muitas mulheres usuárias.
A questão é: o método é seguro? de modo geral sim, mas a verdade é que ela traz efeitos colaterais e complicações, embora raras, podem ser graves. O maior risco é o de trombose (formação de coágulos de sangue que podem causar AVC ou embolia pulmonar). Existe outros fatores de risco além da associação de estrogênio e progesterona que podem aumentar a vulnerabilidade ao problema como tabagismo, pressão alta, idade e predisposição genética.
.
Nenhum comentário:
Postar um comentário
Deixe aqui seu comentário, dica de saúde, dica de leitura e sua opinião sobre este blog