terça-feira, 11 de junho de 2013

Anemia Falciforme

Essa para mim é novidade: anemia falciforme é uma das causas de AVC, para quem não sabe, assim como eu,  anemia falciforme é uma doença hereditaria, reconhecida como uma das principais doenças genéticas do mundo, provocando a malformação das hemácias (glóbulos vermelhos)  que tomam o formato de foices, tornando deficiente o transporte de oxigênio, além de causar dor. O traço falciforme se dá quando a pessoa recebe um gene em mutação (do pai ou da mãe) e outro sem, gerando uma criança com anemia falciforme, traço falciforme ou sem absolutamente nada. A doença é mais comum na população afrodescendente.
As chances  de crianças com esse tipo de anemia ter um AVC é de até  trezentas vezes maior, no Brasil cerca de 11%das crianças com anemia falciforme sofrem AVC antes dos 15 anos de idade, então quanto mais cedo detectar a doença mais eficaz torna-se o tratamento. 



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Risco de derrame cai 60% com controle da pressão arterial





Pesquisadores da Universidade de Vermont (EUA) constataram que algumas mudanças na rotina podem reduzir consideravelmente o risco de acidente vascular cerebral. Os resultados foram publicados dia 06 de junho na revista científica Stroke. Os cientistas calcularam o risco de AVC entre quase 23 mil norte-americanos a partir dos 45 anos. O risco foi avaliado usando sete fatores de estilo de vida recomendados pela American Heart Association: controlar o colesterol, ser ativo, ter uma dieta saudável, controlar a pressão arterial, manter um peso saudável, controlar o açúcar no sangue e não fumar.
Durante os cinco anos de acompanhamento, 432 derrames ocorreram entre os participantes. Os pesquisadores categorizaram os sete pontos de vida dos participantes como inadequado (0-4 pontos), médio (5-9 pontos) ou ótimas (10 a 14 pontos). Cada aumento de um ponto foi associado com um risco 8% menor de acidente vascular cerebral. Pessoas com melhores pontuações tiveram um risco 48% menor do que aqueles com pontuações inadequadas, e aqueles com pontuações médias tiveram um risco 27% menor.
Todos os sete fatores desempenharam um papel importante na prevenção de risco de AVC, mas a pressão arterial foi o mais importante. Analisando esse fator isoladamente, pessoas que mantinham a pressão controlada tiveram um risco 60% menor de sofrer um derrame cerebral, se comparados com aqueles que não tomavam esse cuidado. O trabalho também mostrou que pessoas que não fumam ou pararam de fumar no mínimo um ano antes do início do estudo tiveram um risco 40% menor de AVC.
O AVC é responsável pela morte de cinco milhões de pessoas no mundo a cada ano, de acordo com a OMS. No Brasil, a doença mata mais que o infarto: são mais de 100 mil pessoas por ano, segundo o Ministério da Saúde. Outro dado alarmante é que um em cada seis brasileiros corre risco de sofrer um derrame.
"Popularmente conhecido como derrame, o acidente vascular cerebral é uma alteração do fluxo de sangue no cérebro, que ocorre por falta ou extravasamento de sangue em alguma região do corpo", explica o neurologista André Lima, do Hospital Barra D'or, especialista em prevenção dessa doença. 
Mas é possível se prevenir de um AVC, já que a maioria dos fatores de risco para o quadro clínico pode ser evitada. "Quanto mais idade a pessoa tiver, maiores são as chances de derrame e, por isso, os cuidados devem ser redobrados", alerta o neurologista Maurício Hoshino. Saiba porque as mudanças no estilo de vida são importantes para prevenir esse mal: 
Colesterol alto
O excesso de colesterol no sangue aumenta o espessamento e endurecimento das artérias. "Placas de colesterol e conteúdos gordurosos se depositam lentamente na artéria, fazendo com que ela se feche aos poucos e impeça a passagem de fluxo sanguíneo", explica Maurício Hoshino. Esse processo provoca arteriosclerose - endurecimento das artérias - e prejudica a oxigenação do cérebro, aumentando o risco de AVC. 
Sedentarismo e obesidade
A prática de exercícios físicos é fundamental para controlar praticamente todos os fatores de risco de AVC. Por outro lado, a falta desse hábito e a obesidade só aumentam as chances. "Pressão alta, colesterol elevado, diabetes e doenças cardíacas são complicações decorrentes do excesso de peso e precisam ser prevenidas e controladas com bons hábitos, o que inclui atividade física regular", alerta Maurício Hoshino.  
Má alimentação
Uma vez que diabetes, colesterol, obesidade e hipertensão aumentam as chances de AVC, todos os cuidados para controlar essas doenças servem de prevenção - e a alimentação ganha destaque. Fazer uma dieta balanceada, moderar o consumo de sódio (para pressão alta), evitar alimentos ricos em colesterol e gorduras saturadas (frituras), controlar o consumo de açúcar (para diabetes) são alguns dos hábitos que devem fazer parte da rotina. 
Pressão alta 
A pressão alta ocupa o topo do ranking de maiores causas de acidente vascular cerebral. O neurologista André Lima explica que as paredes internas das artérias sofrem traumas por causa do fluxo do sangue mais forte. "Esses traumas formam pequenos ferimentos nas paredes, que podem obstruir a passagem do sangue (AVC isquêmico) ou romper a parede da artéria (AVC hemorrágico)", explica. É possível, entretanto, controlar a hipertensão com medicação e hábitos saudáveis, como reduzir o consumo de sal da alimentação e praticar exercícios. 
Excesso de açúcar no sangue
O excesso de glicose no sangue - característica do diabetes - aumenta a coagulação do sangue e o deixa mais viscoso. "Isso diminui o fluxo de sangue das artérias e pode levar a um AVC", conta André Lima. Além disso, é comum que pessoas com diabetes também apresentem sobrepeso, colesterol alto e pressão alta - todos fatores de risco de derrame cerebral. Mas vale l lembrar que esses problemas - inclusive diabetes - podem ser controlados com tratamento médico regular e hábitos de vida saudáveis.
Tabagismo 
Substâncias do cigarro fazem com que a coagulação do sangue aumente. Com isso, o sangue fica mais grosso e fluxo nas artérias, por sua vez, fica prejudicado, aumentando as chances de um derrame. "Pessoas que fumam e usam contraceptivos orais têm riscos maiores ainda, pois os hormônios dos anticoncepcionais também interferem na coagulação sanguínea", explica André Lima.  
Doenças do coração
De acordo com o neurologista André Lima, arritmias cardíacas podem formar pequenos coágulos dentro das artérias e veias do coração. "Esses coágulos podem ser enviados às artérias cerebrais, provocando um AVC isquêmico", explica. 
O neurologista Maurício Hoshino, do Hospital das Clínicas, de São Paulo, também lembra que há uma série de problemas do coração que podem atrapalhar o fluxo sanguíneo e aumentar as chances de derrame. "Um deles é o Forame Oval Patente (FOP), uma má formação do coração que atinge 15% da população e faz com que coágulos que deveriam ser filtrados pelo pulmão permaneçam na circulação, aumentando o risco de AVC, inclusive, em jovens", explica.  
Sintomas do AVC 
Quem sofrer um AVC do tipo isquêmico (com incidência três vezes maior que o tipo hemorrágico) tem até quatro horas e meia para ser socorrido e reduzir o risco de sequelas ou risco de morte, como explica o neurologista Maurício Hoshino. "É possível perceber os sintomas através da sigla SAMU, que significa dar um Sorriso, para verificar desvios na boca; tentar dar um Abraço, para ver se há dificuldade de levantar os braços e tentar cantar uma Música, para ver se há dificuldade de fala e processamento do cérebro", conta.  
Infelizmente, Hoshino conta que menos de 5% dos pacientes que frequentam o Hospital Santa Catarina e Hospital das Clínicas, onde ele trabalha, chegam antes do período de quatro horas. 


Publicado em 08/06/2013
site: 24 Horas News

quarta-feira, 5 de junho de 2013

pesquisas

O Ministério da Saúde e conselho Nacional de Desenvolvimento Cientifico e Técnologico (CNPQ),   lançaram nesta quarta feira (5/6) quatro chamada publicas para receber até 22 de julho, projeto de pesquisa na área  de saúde 
Entre as dez linhas temáticas propostas, estão a medicina tradicional chinesa/acupuntura, homeopatia, plantas medicinais, remédios e avaliação de programas do Sistema Único de Saúde (SUS).
Ao todo, serão destinados R$ 28 milhões do Fundo Setorial da Saúde. Até o final do ano, também está previsto um investimento de mais R$ 150 milhões para estudos sobre doenças como câncer, acidente vascular cerebral (AVC), obesidade, diabetes e medicina regenerativa em transplantes. dos R$ 28 inicialmente, R$ 18 milhões serão direcionados para pesquisas clinicas de medicamentos fitoterápicos, sintéticos e biológicos, além de produtos médicos.
O que me chamou  atenção para essa noticia é o fato do Governo liberar verba para pesquisa   com plantas medicinais (remédios) e a medicina tradicional chinesa (acupuntura, homeopatia) e disponibilizar futuramente esses tratamentos na rede publica, se bem que, já existe tratamento com acupuntura para pacientes com problemas neurológicos, inclusive os vitimados pelo AVC. Mas de qualquer forma fico feliz com esses avanços, me dá certeza que futuramente teremos remédios, terapias e tratamentos mais eficaz tanto na prevenção quanto no tratamento, deixando-nos sem nenhuma ou bem pouca sequela.

para profissionais da área de Neurologia





Primeiro tratado de Neurologia escrito inteiramente por autores brasileiros, com apoio da Academia Brasileira de Neurologia, será lançado dia 27/6 durante o IX Congresso Paulista de Neurologia. 
Um dos destaques desse tratado é o capitulo inteiramente dedicado a Acidente Vascular Cerebral no Brasil, de autoria do Dr. Norberto Cabral  que traz a pesquisa do neurologista sobre a existência de tipos de AVC isquêmicos mais prevalentes entre determinado grupo étnico ou área geográfica. O estudo trata, ainda, casos de Acidente Isquêmico Transitório em Joinville (SC) e foi realizado durante um intercâmbio do médico no Reino Unido, por meio de parceria entre a Associação Brasileira de Neurologia (ABN) e Associação Britânica de Neurologia. 

segunda-feira, 3 de junho de 2013

PASSANDO A LIMPO

Nesses dois anos e meio que fui vitimada pelo AVC, aconteceram mudanças significativa em minha vida, tive alegrias, tristezas, oscilei entre bom humor e depressão, tive grandes progressos, mas, nesse meio tempo, também tive grandes decepções, fiz grandes amizades, perdi amigos, demonstrei uma força de vontade que nunca imaginei que tivesse, posso dizer que meu nome foi superação. superei grandes obstáculos, superei o limite do meu corpo, superei sozinha meus momentos de depressão, superei a tristeza e a frustração de não poder fazer as coisa mais simples que seja, não poder passear no shopping devido as limitações impostas pelas sequelas, superei até o diagnóstico do médico que lá no começo disse que eu não iria andar como antes, que jamais poderia fazer "isto ou aquilo", superei em 80%  a sequela, posso dizer que eu venci o AVC em 80%. A bem da verdade não conseguir tudo sozinha,  tive ajuda da minha família, além de todo apoio técnico, tive sorte em contar com ótimos profissionais, tais como: Fisioterapeuta, Terapeuta ocupacional, Fisiatra, tudo isso e muito amor do meu amado marido, que foi fundamental nesta jornada, eu cheguei ate aqui e vou chegar aos 100%.

A IMPORTÂNCIA DA FISIOTERAPIA NO AVC

A presença do Fisioterapeuta junto ao paciente vítima de AVC é fundamental, por mais que o paciente ainda esteja internado em UTI (unidade de terapia intensiva), desde que o mesmo já esteja estabilizado. A fisioterapia destina-se a minimizar as seqüelas decorrentes do AVC e recuperar o máximo possível das funções perdidas, estimulando assim, a neuroplasticidade.
Além do que a quantidade de sessões de fisioterapia, mais importante é a qualidade da realização destas sessões. Um tratamento mais específico, focado na prevenção de deformidades e restauração das habilidades perdidas, que são necessárias para a realização de atividades básicas da vida diária estão em primeiro plano.
            E sempre é válido lembrar, que a reabilitação bem-sucedida depende não somente das sessões de terapia, mas também do que acontece ao paciente durante as horas restantes do dia e da noite.
Por melhor realizada que seja a terapia, se durante o resto do tempo o paciente se movimentar com padrões anormais de movimento, as seqüelas aumentarão e a maior parte do que ele recuperar será perdida e não será incorporada para sua reabilitação.
É mais satisfatório e mais fácil para todos os envolvidos que o conceito de reabilitação precoce seja adotado logo após o AVC. Entretanto, o paciente que chegar na fase tardia também poderá alcançar o que foi perdido, porém, exigirá mais tempo porque simplesmente terá outros hábitos estabelecidos, dos quais podem ser difíceis de mudar (como sentar, levantar ou pegar um copo).
A neuroplasticidade é essencial para a reabilitação de paciente portadores de AVC. Baseado nisso, recomendamos sempre a terapia com profissionais especializados em Neurologia ou Conceito Neruroevolutivo Bobath.
Fonte:
www.abcdasaude.com.br