terça-feira, 26 de março de 2013

TRATAMENTO COM TOXINA BOTULINICA DO TIPO A (BOTOX) NO TRATAMENTO DA ESPASTICIDADE (INDIVIDUO COM SEQUELA DE AVC)


 O que muita gente não sabe (eu não sabia) é que a Toxina Botulinica, popularmente conhecida como BOTOX, é utilizada não só no tratamento estético, como também em tratamento neurológico, no caso do AVC, ela ajuda a relaxar a musculatura, diminuindo assim a espasticidade  do(s) membros afetados, ajudando o paciente em sua mobilidade diminuindo assim, a sua dependência, ajudando na sua qualidade de vida. Este tratamento é inteiramente gratuito, coberto pelo SUS, em qualquer unidade de Saúde, mas prestem bem atenção, somente um medico fisiatra é qualificado a aplicar o BOTOX.

Estava pesquisando na Internet achei este trabalhado, efetuado por Brena Siqueira graduada em Fisioterapia  pela Universidade da Amazônia, publicado no site WWW.FISIOWEB.COM.BR . Abaixo um pequeno trecho sobre este assunto, o trabalho completo esta no site acima citado.



3. MECANISMO DE AÇÃO DO BOTOX® NA ESPASTICIDADE:

Em uma unidade neuromuscular normal, um impulso nervoso dá início à liberação de acetilcolina, que faz com que o músculo se contraia. A contração muscular hiperativa (espasticidade), independentemente da causa subjacente, é caracterizada pela liberação excessiva de acetilcolina no entroncamento neuromuscular (Guyton, 1988). O uso da toxina botulínica tipo A pode ser eficaz na redução desta atividade excessiva, pois ao ser aplicada por injeção intramuscular no ventre do músculo, verificou-se rápida difusão para junção neuromuscular, interferindo na liberação da acetilcolina causando assim paralisia (Allergan, 2003).

A neurotoxina age seletivamente no final do nervo periférico colinérgico, inibindo a liberação de acetilcolina. Embora a toxina seja potente na junção neuromuscular, esta habilidade de inibir a transmissão colinérgica não é limitada ao final do nervo motor. A toxina também é capaz de inibir a liberação de transmissores pré e pós-ganglionares do final do nervo colinérgico do sistema nervoso autônomo (Allergan, 2003).

A toxina botulínica tipo A provoca uma desnervação química reversível gerando uma degeneração axonal distal e uma ação prolongada, porém, transitória sobre o funcionamento da placa motora. Deste modo, reduzindo a atividade muscular tônica ou fásica excessiva, levando a um aumento da motricidade ativa e passiva, permitindo um alongamento maior dos músculos injetados (Freund & Medix, 2002).

Dessa forma, a aplicação da toxina resulta na inatividade do músculo por alguns meses. Os bloqueios nervosos podem diminuir a atividade muscular ou a dor, dando ao paciente a oportunidade de adquirir novamente os movimentos (Park, 1995 e Skeil & Barnes, 1994 in: Stokes, 2000).


3.1. Aplicação e efeito:

A aplicação é feita através do uso de agulhas finas na área a ser corrigida. Deve ser feita por um profissional médico treinado e experiente, no próprio consultório, pois não há necessidade de anestesia. O paciente, normalmente, sente apenas a dor da picada da agulha, o que torna a aplicação acessível a todas as idades (Freund & Medix, 2002).

Após a aplicação o paciente deve permanecer, no mínimo quatro horas, sem manipular os locais das aplicações. Deve evitar massagens e, principalmente, não deitar durante as quatro primeiras horas (Allergan, 2003).

O efeito da toxina botulínica tipo A inicia-se 48 a 72 horas após a aplicação e tem efeito máximo em 1 a 4 semanas. A duração é em média de seis semanas a seis meses podendo aumentar com sucessivas aplicações. Porém, é possível que haja uma adaptação, quando utilizado constantemente, o que requer um bom entrosamento da equipe multidisciplinar que acompanha o paciente (Allergan, 2003 e Stokes, 2000).

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