O acidente vascular cerebral (AVC) é uma doença caracterizada por um déficit neurológico (diminuição da função) decorrente de uma interrupção da circulação cerebral ou de hemorragia.
sábado, 25 de agosto de 2018
terça-feira, 7 de agosto de 2018
Risco e prevenção do Avc
SAÚDE Sintomas, prevenção e tratamentos para uma vida melhor Uma em cada 6 pessoas terá um AVC . Popularmente conhecido como derrame, o acidente vascular cerebral (AVC) está entre as principais causas de morte do mundo. A Organização Mundial de AVC (World Stroke Organization) prevê que uma em cada seis pessoas terá o problema ao longo da vida. No entanto, o estudo Interstroke, realizado em conjunto por diversas instituições internacionais, revela que 90% dos casos poderiam ser evitados com hábitos de vida saudável, capazes de eliminar boa parte dos fatores que agravam o risco de sofrer um Avc.Treino na escada para você queimar gordura e ter mais saúde O que é a doença:. O acidente vascular cerebral é caracterizado pelo entupimento ou rompimento de vasos que levam sangue ao cérebro, comprometendo seu funcionamento adequado. “Aproximadamente 25% das pessoas que sofrem derrame morrem. E cerca de 70% dos sobreviventes têm algum tipo de sequela, como perder a capacidade de andar”, explica Eli Faria Evaristo, neurologista do Hospital Alemão Oswaldo Cruz. 7 FATORES QUE AUMENTAM O RISCO DE AVC 1 - Hipertensão arterial É considerada o principal fator de risco de derrame. A pressão alta, associada a outras complicações, lesa pequenos e grandes vasos sanguíneos. Isso pode favorecer a formação de placas e interromper a passagem do sangue que vai ao cérebro. Fazer exercícios regularmente, ter uma boa alimentação e controlar o estresse são algumas das recomendações para evitar a hipertensão arterial. 2 - Apneia do sono: Caracterizado por episódios de interrupção da respiração enquanto se dorme, o problema prejudica o descanso --o que tende a aumentar o estresse no organismo -- e altera os batimentos cardíacos durante a noite. Em longo prazo, a apneia pode gerar hipertensão e outros fatores que aumentam o risco de AVC, como ganho de peso. 3 - Colesterol alto O nível de colesterol elevado tende a gerar o endurecimento dos vasos sanguíneos e a formação de placas que podem entupir veias e artérias, inclusive as que irrigam o cérebro. 4 - Diabetes Considerada uma das principais vilãs do AVC, a doença causa lesões nas paredes das artérias e traz alterações circulatórias. Também está associada a diversos outros fatores de risco, principalmente a hipertensão arterial e o sobrepeso. 5 - Obesidade e sedentarismo : Os quilos a mais estão associados à hipertensão arterial, colesterol elevado e diabetes. Como você sabe, a falta de atividade física favorece o ganho de peso. Além disso, ao levar uma vida sedentária, a pessoa deixa de obter melhoras que a prática regular de exercícios traz para o sistema cardiovascular, que ajudam a prevenir o AVC. O indicado é controlar a alimentação e fazer 30 minutos de atividade física por dia. Se não gosta de treinar, você pode adotar táticas como trocar o elevador pela escada, passear com o cachorro, ir trabalhar de bike ou descer do ônibus alguns pontos antes e caminhar até sua casa. 6 - Tabagismo As toxinas do cigarro podem gerar lesões nos vasos sanguíneos. Os médicos recomendam evitar o cigarro mesmo em pouca quantidade. Até o fumo passivo e a poluição de grandes cidades são capazes de aumentar o risco de AVC. 7 - Idade e genética São duas coisas que você não pode evitar. Portanto, se houver casos de derrame na sua família, mantenha hábitos saudáveis e tente ficar longe dos outros fatores que aumentam a chance de AVC. A recomendação vale para a vida toda, mas deve ser seguida com maior afinco após a faixa dos 30 a 37 anos. "Nesse momento o organismo atinge o ápice do funcionamento e, a partir de então, passa a precisar de mais cuidados”, diz Tiago Sowmy, neurologista do Complexo Hospitalar Edmundo Vasconcelos
Diferença entre derrame e avc existe?
sábado, 4 de agosto de 2018
Vitamina D diminui risco de AVC
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Sintomas, prevenção e tratamentos para uma vida melhor
Manter nível saudável de vitamina D diminui o risco de AVC

A vitamina D é produzida na pele quando esta é exposta ao solImagem: iStock
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Maria Júlia Marques
Do VivaBem, em Gramado*
04/08/2018 04h00
A vitamina D traz diversos benefícios para a nossa saúde, como manutenção da massa óssea, melhora da imunidade, redução do diabetes e até redução no risco de câncer.
O nutriente também atua na proteção contra problemas cardiovasculares, e sua deficiência no organismo está associada ao AVC (Acidente Vascular Cerebral)isquêmico agudo, segundo nova pesquisa publicada no Metabolic Brain Disease. Realizado por cientistas brasileiros, como Maria Caroline Martins de Araújo, médica da UEL (Universidade Estadual de Londrina), o trabalho faz parte do mestrado de Daniela Frizon Alfieri, também da UEL.
"Para entender o estudo, é importante saber que quando dizemos AVC isquêmico agudo estamos falando dos casos em que há um comprometimento da função cerebral devido à interrupção do fluxo sanguíneo por um coágulo ou fechamento de artéria, e que o caso está nas primeiras horas, momento mais importante para o tratamento inicial", explicou Araújo ao VivaBem durante o XXI Congresso Iberoamericano de Doenças Cerebrovasculares, em Gramado (RS).
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Para analisar a ligação entre o AVC isquêmico agudo e a deficiência de vitamina D, os pesquisadores acompanharam 168 pacientes com o problema e 118 pessoas sem a condição.
Naqueles que sofreram o acidente, os cientistas coletaram dois exames de sangue: um dentro das 24 horas após a internação e o outro três meses depois do evento. Com esses dados e testes feitos nos voluntários saudáveis, foi possível classificar os participantes do estudo entre níveis suficientes, insuficientes ou deficientes em vitamina D.
"Ao comparar pacientes nas primeiras horas pós-AVC com pessoas sem a doença, mas com as mesmas características, como idade e sexo, notamos uma grande diferença no nível de vitamina D. Entre os pacientes de AVC, 40% tinham deficiência da vitamina D, e entre os saudáveis, apenas 5%", concluiu Araújo.
A média de vitamina D entre os pacientes de AVC isquêmico agudo foi insuficiente --muito perto de deficiente --, enquanto os participantes saudáveis conquistaram uma média suficiente.
"No nosso estudo, conseguimos mostrar que pessoas com deficiência de vitamina D têm 18,4 mais risco de sofrer AVC", disse a pesquisadora.
Qual a relação entre vitamina D e AVC?
"A vitamina D ajuda a regular o sistema imune, e isso é de grande valor", disse Araújo. Nosso sistema imunológico tem tanto funções anti-inflamatórias quanto inflamatórias. Esses processos precisam funcionar em em equilíbrio, uma vez que nos protegem de infecções. No entanto, se o aumento da inflamação for exagerado, por si só, pode causar lesões no organismo.
Assim, a vitamina D fica com a obrigação de manter essa "equipe" imunológica trabalhando com perfeição, para reduzir as inflamações e aumentar os mecanismos anti-inflamatórios.
"Nossa hipótese é que no AVC a vitamina D reage de duas formas: ela ajuda a proteger o cérebro e também a modular a inflamação após um acidente vascular cerebral, diminuindo o risco da lesão," contou Araújo.
Quem sofreu AVC e estava com nível baixo de vitamina D teve pior prognóstico, mais sequelas e ficou mais debilitado do que aqueles com bons níveis da vitamina, de acordo com a médica.
Além disso, pesquisas anteriores já relataram que a deficiência de vitamina D está associada ao aumento de problemas como hipertensão, colesterol alto e, consequentemente, no número de doenças cardiovasculares e mortes. A falta de vitamina D também já foi considerada em pesquisas um fator de risco independente para a ocorrência de acidente vascular isquêmico.
Os cientistas explicam que não é possível criar uma ligação de causa e consequência com o novo estudo. Ou seja, nem todo mundo que tem deficiência de vitamina D sofrerá AVC, mas fica claro que existe uma associação que precisa ser analisada pelos médicos.
O mais importante é que a pesquisa colocou o controle da vitamina D como um dos indicadores de predisposição ao AVC. Como atualmente já são analisadas condições como diabetes, pressão alta e colesterol alto como fatores preventivos ao acidente vascular cerebral, agora é importante acrescentar o controle da vitamina D nesse pacote preventivo, de acordo com os cientistas.
A vitamina D é produzida pela pele quando esta é exposta ao sol, e também está presente em alimentos como ovo, carne, peixes e leite.
*Jornalista viajou a convite da Ipsen