sexta-feira, 20 de outubro de 2017

domingo, 9 de julho de 2017

Estudo identifica tratamento mais seguro capaz de reduzir a mortalidade em casos de AVC

 

Postado em: 30.jun.2016
A edição de maio do periódico médico mais influente do mundo, o The New England Journal of Medicine (NEJM), divulgou um importante ensaio clínico internacional que deve mudar a conduta no tratamento do Acidente Vascular Cerebral (AVC). O estudo mostra que uma dose menor do trombolítico (medicamento usado para dissolver coágulos no cérebro) é mais segura, reduz a mortalidade e pode ser usada nos AVCs com maior risco de hemorragia. Segundo o principal autor do estudo, o professor Craig Anderson, a redução na dose da medicação também reduz os sangramentos e melhora as taxas de sobrevivência dos pacientes. 
O estudo foi idealizado por pesquisadores do Instituto George para a Saúde Global, na Austrália e foi realizado em mais de 100 hospitais em todo o mundo com mais de 3.000 pacientes. No Brasil, o estudo foi coordenado pela neurologista Sheila Martins (Chefe do Serviço Médico de Neurologia e Neurocirurgia do Hospital Moinhos de Vento e Neurologista Vascular do Hospital de Clinicas de Porto Alegre), e pelo neurologista Octávio Pontes Neto (professor da Faculdade de Medicina da USP de Ribeirão Preto), com o apoio do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPQ).
“Provavelmente, isso vai mudar a conduta do tratamento do AVC no Brasil, possibilitando oferecer o tratamento com menor dose para aqueles pacientes com maior risco de hemorragia”, aponta a doutora Sheila Martins. A neurologista ressalta que a aplicação de uma dose menor do medicamento vai diminuir o custo do tratamento, facilitando a sua utilização em larga escala pelo SUS aqui no Brasil e também em países onde o tratamento ainda é muito caro.
O AVC é uma das principais causas de morte e de sequelas no mundo. A doença atinge 16 milhões de pessoas a cada ano. No Brasil, são registradas cerca de 100 mil mortes a cada ano, o que gera grande impacto econômico e social. Desde 2011, de acordo com o Ministério da Saúde, a doença – que era a principal causa de morte no País – passou para o segundo lugar, ficando atrás apenas do infarto.
Confira AQUI artigo publicado no Jornal da USP (Ed. 14/06/2016) sobre a eficácia do tratamento com drogas trombolíticas para tratar AVC.Sem título-1

Técnica da USP reduz sequelas e devolve movimentos a vítimas de AVC


Pesquisadores da Faculdade de Medicina da USP em Ribeirão Preto, no interior paulista, estão utilizando uma técnica capaz de reduzir as sequelas e devolver movimentos aos pacientes vítimas de um acidente vascular cerebral (AVC).
De acordo com reportagem da EPTV, o tratamento, popularmente chamado de cateterismo cerebral, consiste em desentupir artérias grandes do cérebro até 24 horas após os primeiros sintomas do AVC.
“Com o tratamento endovascular, às vezes, a gente vê respostas dramáticas. Pacientes que ficariam sequelados pelo resto da vida voltam a andar com esse tratamento. Então, é uma alternativa terapêutica muito interessante”, declarou o neurologista Octávio Pontes Neto à reportagem.
Segundo o médico, o método pode “limpar” 80% dos vasos sanguíneos afetados e é mais eficaz que o tratamento convencional, com o uso de medicamentos. Mas o resultado do tratamento depende de alguns fatores, como a extensão e o tempo em que a lesão ocorreu.
O procedimento já foi aprovado pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).