quinta-feira, 23 de maio de 2013

Mais Sobre Afasia


Qual o tratamento? Tem cura?

O tratamento consiste na realização de terapia fonoaudiológica. A terapia tem como objetivo, após a realização de um diagnóstico preciso e de um estudo minucioso sobre quais são os déficits no processamento de linguagem, a reativação, a reorganização ou a substituição da função. A reativação consiste em rever a informação, regras ou procedimentos no processamento lingüístico que estão deficitários. A reorganização consiste em ensinar ao paciente um modo diferente de realizar a mesma tarefa e a substituição consiste no uso de estratégias funcionais para processamentos extremamente deficitários.
O prognóstico varia de paciente para paciente e depende tanto de fatores neurológicos (tipo, extensão e área da lesão cerebral), individuais (idade, escolaridade) quanto de fatores clínicos como melhoras que o paciente obteve espontaneamente após a lesão, e resposta inicial (primeiros 6 meses, principalmente) à estimulação. Além disso, claramente também depende de fatores não mensuráveis cientificamente, mas igualmente importantes comomotivação do paciente e participação do paciente e da família na reabilitação.
Pode-se afirmar que todos os pacientes expostos à estimulação de linguagem (terapia fonoaudiológica) apresentam melhoras, porém há pacientes que melhoram tanto, que o distúrbio de linguagem fica praticamente imperceptível, enquanto outros apresentam melhoras menos acentuadas ou pouca resposta à reabilitação. Nestes casos, também é papel do terapeuta trabalhar com adaptações, tendo como objetivo final sempre viabilizar a comunicação do paciente no meio em que ele vive. É importante destacar que quanto mais precoce é a exposição ao programa de reabilitação, melhores e mais rápidas são as respostas do paciente ao tratamento. Portanto, após a ocorrência da lesão cerebral e conseqüente afasia, a terapia fonoaudiológica deve ser iniciada o mais rápido possível, assim que o paciente tiver condições clínicas gerais de ser exposto ao tratamento.
A doença acomete que tipo de pessoas?

Normalmente, pessoas que apresentam fatores de risco para um AVC como: hipertensão arterial sistêmica não-controlada (pressão alta), algumas doenças cardíacas, fumantes – pela aceleração do processo de arterioesclerose, malformações artério-venosas, sedentarismo, diabetes, associação entre múltiplos fatores, entre outros.

Existe prevenção?

A prevenção consistirá em evitar a ocorrência e também a re-incidência do insulto cerebral, prevenindo, tratando e realizando acompanhamento médico diante da presença de um ou de vários fatores de risco para um AVC. Ressalta-se que o AVC é a mais freqüente das doenças vasculares encefálicas que constituem a terceira causa de morte em vários países desenvolvidos. No Brasil, é a principal causa de morte em adultos e é ainda a doença mais incapacitante. Infelizmente, o AVC não é a única causa da afasia, mas certamente é a mais comum e pode ser evitado em muitos casos com mudanças de hábitos e acompanhamento médico adequado.


Afasia



Afasia


Afasia é um distúrbio de linguagem adquirido após a ocorrência de uma lesão no Sistema Nervoso Central (SNC). Basicamente, a lesão cerebral ocorre em áreas envolvidas no processamento linguístico, gerando uma alteração no conteúdo, forma e /ou uso da linguagem.

Quais as causas?

A afasia tem como causa a ocorrência de uma lesão cerebral. As lesões cerebrais são normalmente causadas por AVCs (acidentes vasculares cerebrais- comumente chamados de derrames) isquêmicos ou hemorrágicos, além de traumatismos craniencefálicos, sobretudo os abertos, infecções que atingem o cérebro, como as encefalites, tumores cerebrais, anóxias ou hipóxias, entre outras causas menos comuns.

Quais os tipos?

Existem 10 tipos de Afasias Corticais, ou seja, afasias cujas lesões ocorreram no córtex cerebral. São elas: Afasia de Broca, de Condução, Transcortical Motora, de Wernicke, Transcortical Sensorial, Amnéstica ou Anômica, Transcortical Mista, Motora Mista, Mista e Global.
Também existem os quadros das chamadas Afasias Subcorticais, cujas lesões atingem regiões como tálamo, putamem, substância branca periventricular, cápsula interna entre outras. As Afasias subcorticais são basicamente divididas em Afasias Talâmicas ou Extratalâmicas. São mais raras que as Afasias corticais e, em linhas gerais, têm prognóstico melhor e evolução mais rápida.
Para simplificar, no entanto, podemos afirmar que, quando o paciente está afásico, há certamente um déficit de emissão e também de compreensão da linguagem. Desta forma, quando o paciente apresenta uma dificuldade em emitir uma mensagem, por exemplo, (falando ou compreendendo), maior do que compreender uma mensagem, estamos diante de uma Afasia Emissiva ou Expressiva.
Se, ao contrário, o paciente apresenta um déficit maior em compreender uma mensagem (ouvida ou lida) do que para expressar-se verbalmente, estamos diante de uma Afasia Receptiva ou Compreensiva. E ainda, se a compreensão e a emissão das mensagens mostram-se comprometidas de modo similar, temos a ocorrência de uma afasia Mista. As Afasias Emissivas são mais comuns, mas há um grande erro quando se afirma, por exemplo, que “o paciente entende tudo, mas não diz nada”, porque, nesse caso, pode ser realmente que a expressão verbal esteja marcadamente mais prejudicada do que a compreensão,no entanto, por se tratar de um distúrbio de linguagem, certamente a compreensão também estará comprometida, mesmo que em grau leve.
Quais os sintomas?

Dificuldades para falar ou entender a fala, ler e compreender o conteúdo e escrever. Diversas alterações são previstas na fala, como dificuldade em articular as palavras, que em casos mais graves podem chegar a uma ausência total da fala, distorção de sons, enunciados agramaticais, esquecer nomes de objetos ou palavras comuns, trocar palavras que se assemelham quanto à forma ou quanto ao significado, dificuldades em iniciar ou manter uma conversa, em relatar fatos mantendo-se o foco principal do assunto, entre outras. Entre as dificuldades de compreender mensagens oralmente (fala) ou graficamente (leitura), os distúrbios variam consideravelmente quanto à gravidade, podendo o paciente ter dificuldade em compreender desde palavras simples, ou apresentar déficits mais leves, como em compreender textos complexos, ou sutilezas lingüísticas como piadas, inferências, conteúdos com duplo sentido.
Já na escrita, o paciente pode perder completamente a capacidade de escrever, escrever com troca de letras ou apresentar dificuldades mais leves como organizar as idéias e elaborar um texto com coesão e coerência.
Basicamente o que se observa, portanto, é que os casos variam muito quanto aos tipos de déficits encontrados, bem como quanto à severidade dos mesmos.





quarta-feira, 22 de maio de 2013

Vamos ler e aprender um pouco

http://hgfneuro.files.wordpress.com/2013/03/manual-de-rotinas-para-atencao-ao-avc-ms.pdfentrar neste link para ler o MANUAL DE ROTINAS PARA ATENÇÃO AO AVC é muito importante aprender um pouco mais.

BOA LEITURA



AVC – Manual de Rotinas do Ministério da Saúde


A Linha do Cuidado do AVC, instituída pela Portaria do Ministério da Saúde nº 665, de 12 de abril de 2012, e parte integrante da Rede de Atenção às Urgências e Emergências, propõe uma redefinição de estratégias para o enfrentamento das doenças cerebrovasculares. Este Manual de rotinas de atenção ao AVC traz os protocolos, escalas e orientações aos profissionais de saúde no manejo do paciente com AVC. Ele foi escrito por técnicos e assessores do Ministério da Saúde em conjunto com a Sociedade Brasileira de Doenças Cerebrovasculares e a Academia Brasileira de Neurologia. <<< acesse o manual >>>http://blogdaneuro.com

vale a pena ler estes artigos




Unidade de AVC - Artigos para Leitura http://blogdaneuro.com

Artigos Importantes Que devem serviços lidos Durante o Estágio na Unidade de AVC:

terça-feira, 21 de maio de 2013

esperança

fico imaginando os avanços da medicina e me pergunto quando será que vão encontrar uma cura para indivíduos sequelado, tenho esperança que a nano tecnologia ou neuro ciência, ou qualquer outro ramo da ciência encontre um medicamento capaz  de evitar sequelas em vitimas de AVC ou outra doença neurológica.
Continuo na torcida, um dia  teremos a cura total.

segunda-feira, 20 de maio de 2013

Avanços na recuperação

Estava lendo alguns posts sobre AVC , cheguei a conclusão que todo individuo que teve um AVC, tem sintomas e recuperação diferente, veja bem, no meu caso, com 20 dias comecei  a locomover-me (com dificuldade é bem verdade),  como com 15 dias  comecei a fazer fisioterapia, logo, meus músculos não chegaram a encurtar totalmente facilitando assim, a sua recuperação, ao mesmo tempo comecei a TO, ajudou bastante, infelizmente tive que parar, por falta recursos financeiros, optei pela fisioterapia, mas sinto muita falta. Hoje, eu recuperei quase completamente meu equilíbrio, não sinto mais tontura graças a Deus, minha marcha é que precisa ser mais trabalhada, embora eu ande sozinha, tenho dificuldade com a perna pois ela caminha sem dobrar em consequência eu manco, isso me aborrece, notei também que meu pé não fica mais tão torto, o que ajuda bastante minha marcha, os movimento do meu braço e mão que estão lentos, necessitam mais de treinamento de força, não consigo pegar e soltar objetos, e meu braço ainda se desloca do lugar provocando um pouco de dor no ombro e não consigo pegar e/ou deixar objetos em lugares mais alto. no geral eu estou de 70 /80% recuperada.

NEUROINFORMAÇÃO: AVC cardioembólico

NEUROINFORMAÇÃO: AVC cardioembólico: Em primeiro lugar, temos de definir embolia. Embolia é quando um coágulo (tecnicamente chamado de trombo , e que quando se desloca pela árv...

NEUROINFORMAÇÃO: Sintomas do AVC - Tudo o que vc precisa saber

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quarta-feira, 15 de maio de 2013

NEUROINFORMAÇÃO: A toxina botulínica recupera força após um AVC?

NEUROINFORMAÇÃO: A toxina botulínica recupera força após um AVC?: Faço esta pergunta por que é muito comum alguns pacientes com sequelas de AVC procurarem seus médicos querendo aplicar toxina botulínica (B...

Medicina já está regenerando e criando partes do corpo


Este texto é  parte  de um artigo publicado no blog saúde do portal ig, pesquisadores do Instituto do Coração do Texas (USSA).

Avanços na tecnologia médica têm ajudado os seres humanos a viver mais tempo. Agora, os cientistas estão explorando maneiras de reparar, reformar ou substituir órgãos humanos danificados por doenças crônicas, lesões traumáticas, ataques cardíacos, acidentes vasculares cerebrais, ou apenas pelo envelhecimento normal.
“A medicina está salvando pessoas que anteriormente não era capaz de salvar”, diz Doris A. Taylor, diretora de pesquisa sobre medicina regenerativa no Instituto do Coração do Texas, em Houston (EUA). Mesmo assim, a demanda por doadores de órgãos excede o número disponível.
“Todos os anos milhares de pessoas morrem enquanto aguardam um órgão”, diz Taylor.
Essa lacuna na oferta e demanda é um dos fatores que levaram os pesquisadores a desenvolver tratamentos cada vez mais inovadores, que por vezes soam como ficção científica trazida à vida real.
Veja a seguir alguns tratamentos reparadores que já estão em uso, que ainda estão sendo testados em humanos e o que os cientistas estão pesquisando para transformar em realidade no futuro.


Células-tronco na recuperação de AVC

O neurologista Lawrence Wechsler, da Escola de Ciências da Saúde da Universidade de Pittsburgh, está nos estágios iniciais de uma pesquisa que avalia se as células-tronco injetadas diretamente no cérebro podem ajudar na recuperação de vítimas de acidente vascular cerebral (AVC).
O primeiro passo – sendo testado em um estudo clínico – é estabelecer a segurança da técnica. Se isso der certo, Wechsler diz: “poderemos planejar um estudo para testar a eficácia e o benefício clínico”.
Tais terapias não trariam de volta os movimentos perdidos, alerta o médico. Mas pequenas melhorias na função poderiam render grandes melhorias na qualidade de vida.
“Se você pode começar a usar a mão para segurar alguma coisa e fazer algumas pequenas tarefas, ou ganhar força suficiente na perna para ajudá-lo a se mover em vez de estar em uma cadeira de rodas, de alguma forma, essa mudança é um grande benefício.”

CORREIO | O QUE A BAHIA QUER SABER: Técnica mostra resultados para traumas, lesões medulares e AVC

CORREIO | O QUE A BAHIA QUER SABER: Técnica mostra resultados para traumas, lesões medulares e AVC

segunda-feira, 6 de maio de 2013

pronto falei

estou indignada, fui para avaliar e colocar botox, porém, não foi possível, o procedimento esta suspenso, devido a burocracia imposta pelo secretario de saúde do estado, e pela sub secretaria responsável pelo programa,  fazem tanta exigência que é preferível botar no lixo medicamento d que usar para beneficiar os pacientes. Senhor secretario de saúde o SUS já foi informado de suas atitudes nada confiável e o MP idem, espero solução para este problema urgente, pois não podemos esperar que a burocracia seja superada para nos tratar.


quarta-feira, 1 de maio de 2013

Avaliação para colocação de botox

Por hoje é só, amanhã volto com mais novidade, Ah! tenho fotos para postar da tala do bralço e ortese da mão.Aguardem.
Vou dormir , amanhã tenho avaliação médica para a colocação de Botox nos braços e pernas, gostaria que ela colocasse mais em minhão mão, especialmente nos dedos, para os mesmos abrirem logo.

mantenha-se informados

Gente se vocês quiserem manter-se antenados com todas as informações sobre AVC, (palestras, direitos de indivíduos saquelados, últimos tratamentos etc...) visitem a pagina da Associação Brasil  AVC, e a Ong Rede Brasil AVC, é importante manter-nos sempre informados sobre as ultimas noticias sobre nossa doença, nossos direitos não é mesmo?
Por falar em direitos sabiam que temos direito a desconto na compra de carro e temos direito a insenção do IPTU. Pois é temos esses e outros direitos. se informem e usufruam deles
Boa Sorte

Rede Nacional de Atendimento ao AVC




Com a finalidade de modificar o grande impacto econômico e social do AVC no Brasil, a Coordenação Geral de Urgência e Emergência do Ministério da Saúde iniciou em 2008 a organização da Rede Nacional de Atendimento ao AVC, com hospitais sendo capacitados em todos o país e interligados pelo SAMU para rápido reconhecimento e direcionamento do paciente ao hospital preparado. Hospitais sem especialistas serão auxiliados por centros de excelência no atendimento do AVC, com a utilização de telemedicina para a avaliação do paciente e da tomografia de crânio. Após a organização do atendimento de urgência, serão iniciadas as campanhas de educação da população e a organização da reabilitação e prevenção. Todo o sistema de organização, capacitação, suporte técnico e monitorização da Rede Nacional está alicerçado pelos maiores especialistas em neurologia vascular do país, membros da Academia Brasileira de Neurologia/Sociedade Brasileira de Doenças Cerebrovasculares, que  formaram a REDE BRASIL AVC, uma organização não governamental com o objetivo de melhorar a assistência, educação e pesquisa no AVC. Atualmente, a Rede Nacional de Atendimento ao AVC segue sendo organizado pela Rede Brasil AVC em parceria com as Secretarias Estaduais e Municipais de Saúde, Hospitais  Públicos e Privados e apoiada pelas principais sociedades médica do país: Sociedade Brasileira de Doenças Cerebrovasculares, Academia Brasileira de Neurologia, Associação Médica Brasileira, Sociedade Brasileira de Cardiologia, Rede Brasileira de Cooperação em Emergência, Sociedade Iberoamericana de Doenças Cerebrovasculares e Organização Mundial de AVC (World Stroke Organization).