domingo, 28 de abril de 2013

os beneficios do biofeedback

Li este artigo em algum artigo de saúde mas não lembro qual, por isso não menciono o autor. espero que ele não me processe. hshshshs


Como pode o biofeedback ajudar uma pessoa que já teve um AVC?
Uma vez que uma pessoa teve um acidente vascular cerebral, uma lesão grave pode ter sido feita. Existem duas formas principais que o biofeedback pode ajudar uma pessoa que já tenha sofrido um dano por acidente vascular cerebral.
1. Biofeedback EMG: A eletromiografia pode ser usada para medir a quantidade de atividade muscular proveniente de um site específico. Se uma pessoa perde a capacidade de controlar os músculos em uma parte do seu corpo o biofeedback EMG pode ser capaz de ajudar. Sensores são colocados no músculo de seu interesse. A pessoa afetada é solicitada a contrair o músculo. Eles recebem feedback visual ou auditivo para qualquer contração que eles são capazes de fazer até mesmo se eles não podem sentir a contração. O sinal gráfico de linha ou barra na tela do computador permanece plano se o músculo não responder às suas tentativas de contração. A linha ou o sinal gráfico de barras vai para cima, se o músculo está respondendo. Isso ajuda a reforçar as tentativas úteis ao movimento e desestimula as tentativas não úteis. Com a prática, a pessoa pode voltar a aprender a controlar seus músculos.
2.  EEG biofeedback  ou Neurofeedback : Pode ser usado para medir a atividade elétrica de diferentes partes do cérebro, incluindo a área afetada. Equipamento de diagnóstico EEG ou QEEG pode ser usado para detectar áreas que não estão funcionando normalmente. Os sensores podem ser colocados nestes locais e o instrumento de EEG / Neurofeedback pode ser ajustado para que o feedback seja dado à pessoa quando a atividade cerebral muda para um padrão mais normal. O instrumento é configurado para incentivar a atividade cerebral da pessoa a normalizar. Os protocolos que são usados são semelhantes aos utilizados para a lesão cerebral traumática. O foco principal desse treinamento envolve a localização de áreas do cérebro que têm atividade de ondas lentas anormalmente elevada e dar o feedback para a pessoa quando a atividade de ondas lentas está diminuindo. Isso ajuda a condicionar o cérebro para reduzir a atividade de ondas lenta indesejada, que se pensa estar impedindo o funcionamento normal. Os gráficos de barras ou outros feedbacks visuais, bem como feedbacks de áudio são usados. Uma linha de meta em um gráfico de barras verticais pode indicar o nível que o terapeuta gostaria que a atividade de baixa freqüência do cérebro do paciente estivesse. Quando a atividade está acima da linha de meta, a barra fica vermelha. Quando o nível cai abaixo da linha de meta, a barra fica verde e a música começa a tocar.  O sujeito é instruído a manter a barra verde e manter a música tocando.
Um estudo do AVC foi realizado no Centro de Medicina Comportamental da Universidade da Florida. No estudo, a neuroterapia com neurofeedback foi utilizada para conduzir a uma redução significativa na atividade de ondas lentas, que resultou em melhora na fluência da fala, em encontrar palavras, equilíbrio e coordenação, atenção e concentração. Depressão e ansiedade foram significativamente reduzidas. Em outro estudo, crianças que sofreram acidente vascular cerebral e receberam neuroterapia mostraram melhora na concentração, no movimento físico, na memória de curto prazo, e menos oscilações de humor.

sábado, 27 de abril de 2013

Médico da Rede D'Or esclarece dúvidas sobre AVC

continue assistindo

AVC e Sistema Nervoso Central

é só clicar no titulo e assistir

AVC Acidente Vascular Cerebral

video esclarecedor

filme Amour

Fiquei deprimida ao assistir o filme francês Amour, pensei que fosse mais motivador pelo contrario é  depressivo e triste a única coisa mais impactante é o final. A história é a seguinte: um casal de musicistas idosos  vivem sozinhos, a vida deles são eles mesmos pois a única filha do casal é casada e pianista, viaja muito, um belo dia a senhora tem um mal súbito é diagnosticada com AVC, a vida deles muda muito pois o marido passa a cuidar da esposa, depois de algum tempo ela tem outro ataque e fica completamente sem movimentos, ele vendo o sofrimento dela e sofrendo muito mata ela e se mata. Não é deprimente. Não recomendo.

sexta-feira, 26 de abril de 2013

Cartilha Viver após um acidente cerebral

olhem o que eu encontrei, esta cartilha foi editada pelo Ministério da Saúde, é muito importante ler pois é de auto ajuda



Autocuidados na Saúde e na Doença
Guias para as Pessoas Idosas
2
VIVER APÓS UM ACIDENTE
VASCULAR CEREBRAL
Recomendado aos Prestadores de Cuidados Informais
Direcção-Geral da Saúde
Lisboa 2000
PALAVRAS-CHAVE
AUTOCUIDADO - métodos
ACIDENTE VASCULAR CEREBRAL
IDOSO
EUROPA
This publication has been published by the Regional Office for Europe of the World Health
Organization in 1990 under the title “Coping with a stroke”
Translantion right for an edition in Portuguese have been granted to Ministry of Health/General
Directorate of Health, Alameda D. Afonso Henriques, nº 45 - 1049-005 LISBOA, by the Director of
the Regional Office for Europe of the World Health Organization.
Esta publicação foi editada em 1990, pelo Bureau Regional da Organização Mundial de Saúde,
com o título “Coping with a stroke”.
Os direitos de tradução para a edição portuguesa foram concedidos ao Ministério da Saúde/
Direcção-Geral da Saúde pelo Director do Bureau Regional da Organização Mundial da Saúde
para a Europa.
A tradução é da exclusiva responsabilidade do editor.
Edição
Ministério da Saúde/Direcção-Geral da Saúde
Alameda D. Afonso Henriques, nº 45 - 1049-005 LISBOA
Tradução
Ex-CNAPTI - Comissão Nacional para a Política da Terceira Idade
Revisão
Direcção-Geral da Saúde
Impressão
GRAFIFINA - Indústria de Artes Gráficas, Ldª
Tiragem
5000 exemplares
Capa
Francisco Vaz da Silva
Depósito Legal
158403/00
ste Guia destina-se a apoiar, na vida diária, o
doente que sofreu um acidente vascular cerebral,
os seus familiares ou outras pessoas que cuidem dele,
procurando que o doente continue activo e o mais
independente possível.
Pretende, ainda, ser útil aos profissionais que fazem
ensino aos doentes, aos familiares e aos prestadores
de cuidados informais.
E

VIVER APÓS UM ACIDENTE VASCULAR CEREBRAL
6 Guias para as pessoas idosas, n.º 2
ÍNDICE
INTRODUÇÃO 7
COMO AJUDAR ALGUÉM QUE TEVE UM ACIDENTE VASCULAR CEREBRAL 9
COMO ADAPTAR O MOBILIÁRIO E EQUIPAMENTO 11
Cama 11
Mesas e Cadeiras 11
Cadeira de rodas 12
EXERCÍCIOS 13
Mãos e Braços 13
Ancas 14
Pernas e Pés 14
Andar 15
Escadas 15
Passeios 16
HIGIENE 17
Sanita 17
Banho 18
Fazer a barba 19
Pentear 19
Cuidar das unhas 19
VESTIR 21
Camisa, vestido ou casaco 22
Calças 22
Meias 23
Sapatos 23
Soutien 23
ACTIVIDADES DOMÉSTICAS 25
Cozinha 25
Limpeza da casa 25
COMUNICAÇÃO 27
Apoiar uma pessoa com afasia 28
APOIO ESPECIALIZADO 31
Médico 31
Enfermeiro 31
Fisioterapeuta 32
Terapeuta Ocupacional 32
Terapeuta da fala 32
Assistente Social 32
VIVER APÓS UM ACIDENTE VASCULAR CEREBRAL
Guias para as pessoas idosas, n.º 2 7
VIVER APÓS UM ACIDENTE VASCULAR CEREBRAL
8 Guias para as pessoas idosas, n.º 2
INTRODUÇÃO
m acidente vascular cerebral (AVC) ocorre quando
uma parte do cérebro deixa de ser irrigada pelo sangue.
Isto sucede sempre que um coágulo se forma num vaso
sanguíneo cerebral ou é transportado para o cérebro depois
de se ter formado noutra parte do corpo, interrompendo o
fornecimento de sangue a uma região do cérebro. Pode,
também, resultar da ruptura de uma artéria cerebral e, neste
caso, o sangue que dela extravasa vai destruir o tecido
cerebral circundante. Em qualquer dos casos, o tecido
cerebral é destruído e o seu funcionamento afectado.
É do cérebro que partem os estímulos para movimentar os
músculos. A metade direita do cérebro comanda o lado
esquerdo do corpo e vice-versa. Por conseguinte, uma lesão
na metade direita do cérebro pode causar paralisia do lado
esquerdo, enquanto que uma lesão da metade esquerda do
cérebro pode causar paralisia do lado direito. As lesões da
metade esquerda do cérebro podem dar origem a
perturbações da fala e levar o doente a perder a percepção
do lado direito do corpo ou do ambiente que o rodeia.
À paralisia de um dos lados do corpo dá-se o nome de
hemiplegia (esquerda ou direita); a perda da capacidade da
linguagem chama-se afasia. Podem ainda ocorrer outros
problemas, como a perda da sensibilidade ou da força no
lado afectado, perturbações do equilíbrio e alterações da
visão.
U
VIVER APÓS UM ACIDENTE VASCULAR CEREBRAL
Guias para as pessoas idosas, n.º 2 9
Uma pessoa que sofre um acidente vascular cerebral deve
sempre ser observada num hospital, no mais curto espaço
de tempo, para se avaliar a necessidade de internamento
e ser estabelecido tratamento adequado, até para evitar que
o acidente se repita.
Quando vai para casa, não obstante a sua incapacidade, é
importante que o doente procure executar tarefas da vida
diária, como sejam, virar-se na cama, levantar-se e sentarse
na beira da cama, lavar-se, comer, reeducar os intestinos
e a bexiga ou utilizar a cadeira de rodas.
A maior parte das pessoas conseguem, após um acidente
vascular cerebral, voltar a executar, sozinhas, essas
actividades, desde que tenham a ajuda e o encorajamento
adequados; outras aprendem o suficiente para necessitarem
de pouca assistência.
Um assunto tão vasto como o acidente vascular cerebral,
que abrange indivíduos com diferentes graus de incapacidade
e grande diversidade de doenças associadas, não pode ser
totalmente esgotado neste guia. No entanto, é aqui feita
referência à maior parte das actividades essenciais à
autonomia, baseadas no quadro clínico resultante do tipo de
acidente vascular mais frequente. Se houver dúvidas sobre
o caso concreto de um doente, deve ser consultado o médico
ou a enfermeira.
Explicar, de uma maneira simples, o que é um AVC é uma
forma de diminuir a ansiedade que esta situação pode
provocar e de tornar mais claros os procedimentos a adoptar.
VIVER APÓS UM ACIDENTE VASCULAR CEREBRAL
10 Guias para as pessoas idosas, n.º 2
COMO AJUDAR ALGUÉM QUE SOFREU
UM ACIDENTE VASCULAR CEREBRAL
s pessoas que sofreram um AVC devem, por si próprias
e o mais cedo possível, procurar a autonomia e
desempenhar um papel activo na sua recuperação. É natural
que tenham receio de experimentar novas ocupações.
De início, devem ser estimuladas a realizar tarefas simples
que estejam ao seu alcance, sendo-lhes dada a ajuda
suficiente para que obtenham bons resultados.
Alguns aspectos a valorizar pelos familiares quando prestam
cuidados aos doentes com AVC:
Deve ser dada apenas a ajuda necessária para que a
pessoa consiga executar determinada tarefa. Há famílias
que, com boas intenções, prestam demasiada ajuda, o
que leva a que o doente não faça o suficiente pelos seus
próprios meios e, por conseguinte, perca a confiança em
si próprio. Deve deixar-se que execute sozinho as tarefas,
mesmo que demore mais tempo.
Deve-se encorajar o doente sem se lhe exigir demasiado.
É necessário ser firme, mas compreensivo, e nunca se
mostrar impaciente ou zangado.
A
VIVER APÓS UM ACIDENTE VASCULAR CEREBRAL
Guias para as pessoas idosas, n.º 2 11
Depois do AVC, o doente pode ter reacções estranhas,
como chorar ou rir, sem motivo aparente. Isto não deve
causar preocupação, porque se trata de uma manifestação
normal da doença, que desaparece progressivamente com
a sua evolução.
O doente deve ser encorajado a receber visitas, a sentarse
na varanda ou no jardim e a passear na rua. Não deve
ficar isolado.
Não esquecer que, apesar da sua incapacidade, este
doente deverá ser tratado com respeito, ser integrado nos
assuntos da família, sendo-lhe pedida ajuda em pequenos
trabalhos domésticos.
Deve estimular-se o doente a sair de casa e a integrarse
na comunidade. Existem centros de dia para pessoas
idosas e com incapacidades, que podem proporcionarlhe
outras companhias e actividades. Quanto mais
ocupado e activo estiver, melhor será a sua atitude,
disposição e recuperação.
VIVER APÓS UM ACIDENTE VASCULAR CEREBRAL
12 Guias para as pessoas idosas, n.º 2
COMO ADAPTAR O MOBILIÁRIO
E O EQUIPAMENTO
Cama
altura da cama deve permitir que uma pessoa possa
sentar-se nela, confortavelmente, com os pés assentes
no chão. Deve ser estável, para o que convém colocá-la num
canto, contra a parede, e aplicar-lhe calços de borracha ou
de madeira.
A cama deve ser colocada de maneira a que, quando o doente
estiver deitado de costas, o seu lado são fique na borda da
cama que está afastada da parede, facilitando o acesso à
pessoa que cuida dele. O colchão deve ser duro e, se
necessário, com um estrado de madeira por baixo. Sempre
que o doente estiver deitado, o pé afectado deve ser apoiado
de lado, por forma a que não descaia e que os dedos fiquem
virados para cima. Esta posição facilitará o treino para voltar
a andar.
Recomenda-se a utilização de uma protecção para os pés
(gaiola ou cunha).
Mesas e Cadeiras
A mesa de cabeceira deve ser colocada do lado são da
pessoa, para facilitar a sua autonomia.
As mesas de “trabalho” (para comer, escrever, etc.) devem
ser estáveis, sólidas e suficientemente altas, de forma a não
exercerem pressão nos membros inferiores e coxas, quando
a pessoa estiver sentada com as pernas debaixo dela.
As cadeiras devem ser sólidas, com encosto e apoio para
as mãos e os antebraços.
A
VIVER APÓS UM ACIDENTE VASCULAR CEREBRAL
Guias para as pessoas idosas, n.º 2 13
Cadeira de rodas
Na fase inicial da recuperação, durante a aprendizagem da
marcha, o doente poderá beneficiar com a utilização de uma
cadeira de rodas, que lhe permitirá deslocar-se com
segurança, ir à casa de banho, participar mais activamente
na vida familiar e sair para a rua. Mais tarde, à medida que
for fazendo progressos no andar, poderá dispensá-la. É, por
isso, aconselhável recorrer primeiro ao aluguer e só fazer
a compra se vier a ser necessária permanentemente.
Neste caso, deverá dar-se preferência ao tipo dobrável, que
possua as seguintes características:
travões eficazes e fáceis de manobrar
altura do assento que permita que os pés cheguem ao
chão
rodas traseiras largas e rodas dianteiras de pequenas
dimensões
apoios, para os braços, planos e acolchoados
apoios, para os pés, que se possam levantar
Como o comando da cadeira de rodas é unilateral, bastam
a mão e o pé sãos para a utilizar. A pessoa pode pôr a cadeira
em movimento e orientar a velocidade com a mão sã e guiála
com o pé são.
VIVER APÓS UM ACIDENTE VASCULAR CEREBRAL
14 Guias para as pessoas idosas, n.º 2
EXERCÍCIOS
conveniente que seja um fisioterapeuta a explicar ao
doente e à família como executar os exercícios
adequados. Estes ajudarão a prevenir a rigidez e a readquirir
alguma força no lado afectado, devendo ser executados com
regularidade e de acordo com as instruções dadas.
São apresentados, a seguir, alguns exemplos de exercícios
que podem ser realizados em casa.
Mãos e Braços
A movimentação dos braços e ombros deve ser cuidadosa
e gradual. Não se pode pretender que o doente execute o
movimento completo à primeira tentativa, mas é importante
repetir o exercício várias vezes até o conseguir, ainda que
isso cause alguma dor e fadiga. A imobilidade das
articulações seria ainda mais dolorosa.
É
VIVER APÓS UM ACIDENTE VASCULAR CEREBRAL
Guias para as pessoas idosas, n.º 2 15
A instalação de uma “roldana”,
em casa do doente, permitirlhe-
á realizar outros exercícios
de mobilização.
Ancas
Deitado de costas, o doente deverá, primeiramente, dobrar
os joelhos (se necessário, com a ajuda de outra pessoa) e
pressionar os pés contra o colchão. Em seguida, conservando
os joelhos unidos, deverá levantar as ancas.
Pernas e Pés
Realizar movimentos de extensão e flexão dos pés, ou seja,
esticar e encolher os pés.
VIVER APÓS UM ACIDENTE VASCULAR CEREBRAL
16 Guias para as pessoas idosas, n.º 2
Andar
A BENGALA deve ter um bom apoio para as mãos e altura que,
quando assente no chão, permita que o cotovelo do doente
fique ligeiramente dobrado.
A CANADIANA deve ter as mesmas características que a
bengala, devendo permitir que haja um espaço livre entre
a parte superior da canadiana e a axila do utilizador.
Pode também ser utilizado um ANDARILHO, que tem a vantagem
de dar mais estabilidade.
PARA ANDAR, pôr a bengala ou a canadiana à frente e
ligeiramente ao lado do pé são. Avançar o pé doente até ao
sítio em que foi posta a bengala. Pôr todo o peso do corpo
na perna doente e na bengala, e dar um passo em frente
com o pé são.
Durante a marcha, o pé doente não deve avançar para além
da bengala ou da canadiana.
Escadas
Para que o doente possa utilizar uma escada, é necessário
que esta possua dois corrimões, um de cada lado da escada,
ou um só, colocado ao centro.
O ensino de subir e descer escadas tem de ter em conta
as incapacidades do doente e as características das escadas
que o doente utiliza.
VIVER APÓS UM ACIDENTE VASCULAR CEREBRAL
Guias para as pessoas idosas, n.º 2 17
PARA SUBIR: Deve agarrar-se o corrimão com a mão sã e
colocar o pé são no degrau seguinte. Com a mão no corrimão
e a perna sã como apoio, inclinar-se para a frente, esticar
o joelho são e colocar o pé doente ao lado do são no mesmo
degrau. Subir um degrau de cada vez.
PARA DESCER: Antes de começar a descer, certificar-se que
a ponta do pé são se encontra na beira do degrau. Segurar
o corrimão com a mão sã; colocar o pé doente no degrau
seguinte, dobrando o joelho são, à medida que o pé doente
desce. Quando este estiver firmemente assente, com o joelho
esticado e a perna capaz de suportar o peso do corpo, descer
o pé são para o mesmo degrau. Descer um degrau de cada
vez.
Passeios
O mesmo tipo de ensino deve ser feito relativamente aos
passeios da rua.
PARA SUBIR: Colocar o pé são na borda do passeio e, em
seguida, deslocar o peso do corpo para a perna sã; colocar
o pé doente na borda, ao lado do pé são e, ao mesmo tempo,
apoiar a bengala na borda do passeio.
PARA DESCER: Colocar a bengala na estrada, com os dedos
do pé são sobre a borda do passeio; colocar o pé doente
na estrada, dobrando o joelho são à medida que o pé for
descendo. Quando a perna doente e a bengala estiverem
aptas a suportar o peso do corpo, descer o pé são.
VIVER APÓS UM ACIDENTE VASCULAR CEREBRAL
18 Guias para as pessoas idosas, n.º 2
HIGIENE
Sanita
ara ajudar o doente a sentar-se e levantar-se da
sanita, fixar uma barra, na parede, junto à sanita, do
lado da mão sã. Se não houver parede desse lado, fixar a
barra no chão. Tanto a barra como a sanita devem ter altura
adequada à altura do doente.
Para a noite, ou se não tiver sanita, pode usar-se um bacio
alto.
Passagem da cadeira de rodas para a sanita
A porta da casa de banho deve ter largura suficiente para
a cadeira de rodas passar.
Colocar, em frente da sanita, a cadeira de rodas travada
e com os apoios dos pés levantados.
O doente deve pôr os pés no chão, agarrar-se com a mão
sã à barra de apoio, inclinar-se para a frente, virar o pé
são e sentar-se na sanita.
As calças devem ser desabotoadas antes de sair da cadeira,
para que elas caiam quando a pessoa se levantar.
É conveniente habituar os intestinos a funcionar de manhã,
antes de se ter arranjado.
P
VIVER APÓS UM ACIDENTE VASCULAR CEREBRAL
Guias para as pessoas idosas, n.º 2 19
Banho
Equipamento para garantir a segurança do doente na
banheira:
Usar duas cadeiras, uma colocada dentro e outra fora da
banheira. Os assentos das cadeiras devem ficar ao mesmo
nível da borda da banheira. Pôr calços de borracha nos
pés das duas cadeiras.
No fundo da banheira, pôr um tapete de borracha com
ventosas ou colar tiras de borracha.
Instalar barras de apoio na parede lateral e na parede de
topo da banheira.
Dispor de chuveiro tipo “telefone” com uma mangueira
flexível.
Procedimentos
Para evitar queimaduras, tem de testar-se a temperatura da
água. Podendo ser o doente a fazê-lo, deverá, para isso, usar
a mão sã.
Para o doente se sentar na cadeira, deve fazer entrar primeiro,
na banheira, o lado doente do corpo.
Para se lavar e usar o chuveiro, o doente deve usar a mão
sã, utilizando uma escova de cabo comprido para lavar as
costas e os pés.
Deve enxugar-se sentado.
SE NÃO HOUVER BANHEIRA NEM CHUVEIRO,usar uma tina de plástico.
A pessoa senta-se, com os cuidados referidos anteriormente,
e utiliza um balde pequeno ou uma bacia, para despejar a
água sobre si mesma.
VIVER APÓS UM ACIDENTE VASCULAR CEREBRAL
20 Guias para as pessoas idosas, n.º 2
Fazer a barba
Sentar-se numa cadeira, junto a uma mesa, sobre a qual se
põe o espelho. É preferível usar máquina de barbear. Se usar
lâmina de barbear, coloque a mão afectada debaixo do queixo,
para apoiar a cabeça, ou coloque o queixo sobre almofadas.
Pentear
Poderá usar um pente de cabo comprido ou atar uma pega
comprida ao pente.
Cuidar das unhas
Se o não puder fazer convenientemente, o doente deve ser
auxiliado nesta tarefa.
VIVER APÓS UM ACIDENTE VASCULAR CEREBRAL
Guias para as pessoas idosas, n.º 2 21
VIVER APÓS UM ACIDENTE VASCULAR CEREBRAL
22 Guias para as pessoas idosas, n.º 2
VESTIR
esmo que a pessoa não possa sair de casa, deve
arranjar-se como se fosse sair. É necessário fazer
algumas adaptações no seu vestuário.
Os fatos de treino podem ser uma boa opção: são quentes,
confortáveis e as calças têm um cós de elástico muito
prático.
As calças poderão ser mais fáceis de vestir do que as
saias e as meias, especialmente quando for necessário
o uso de talas.
Os sapatos devem ser de tamanho adequado,
aconselhando-se os que têm elásticos laterais, pela
facilidade com que se calçam e descalçam; os “ténis” com
fita de velcro são mais práticos do que os de atacadores.
As roupas para o tronco devem ser abotoadas à frente.
As casas dos botões devem ser alargadas, e os botões
pequenos substituídos por outros maiores.
Se usar gravata, esta deve ter o nó já feito.
M
VIVER APÓS UM ACIDENTE VASCULAR CEREBRAL
Guias para as pessoas idosas, n.º 2 23
Camisa, vestido ou casaco
PARA VESTIR: A pessoa, sentada, deve desdobrar a camisa,
desabotoá-la, no colo, com a parte da frente voltada para
baixo e o colarinho afastado de si. Com a mão sã, meter a
mão doente na manga correspondente e ajustar a manga
pelo braço acima. Atirar o resto da camisa para trás de si
e puxar a manga para cima, até que fique encaixada no
ombro. Introduzir, em seguida, a mão sã na outra manga e
vesti-la. Um vestido, camisola ou casaco é vestido da mesma
maneira que uma camisa. No entanto, no caso de um vestido,
é necessário levantar-se e ajeitar a saia antes de
abotoá-lo.
PARA DESPIR: Com a mão sã, puxar a camisa do ombro
afectado; agarrar o meio da frente e retirá-la para o lado,
despindo o ombro são. Retirar o braço são da manga. Com
a mão sã, segurar o punho e despir a manga do braço
afectado.
Calças
PARA VESTIR: A pessoa deve sentar-se, cruzar a perna afectada
com a ajuda da mão sã e enfiá-la nas calças. Em seguida,
introduzir o pé são na outra perna das calças e puxá-las
para cima. Se conseguir estar de pé, deve encostar-se a uma
parede ou a um móvel seguro e puxar as calças com a mão
sã. Caso contrário, terá que se deitar, dobrar o joelho são
e apoiar-se sobre o pé são, para levantar as ancas, puxar
as calças até à cintura e abotoá-las.
VIVER APÓS UM ACIDENTE VASCULAR CEREBRAL
24 Guias para as pessoas idosas, n.º 2
PARA DESPIR: Se conseguir equilibrar-se de pé, deverá apoiarse
com a perna sã, desapertar as calças e puxá-las para
baixo; sentar-se e despir, em primeiro lugar, a perna sã.
Cruzar a perna afectada e despi-la. Se não se conseguir
equilibrar, terá de se deitar e desapertar as calças, dobrar
o joelho são (empurrando o pé são contra a cama para
levantar as ancas) e despir as calças.
Meias
PARA CALÇAR: Com a mão sã, cruzar a perna afectada, de
forma a que o pé fique ao alcance da mão sã; com a ajuda
desta mão, colocar a abertura da meia no pé afectado e, já
com o pé no chão, acabar de a calçar.
PARA DESCALÇAR: Com a mão sã, cruzar a perna afectada e
descalçar a meia. Em seguida, cruzar a perna sã e descalçar
a outra meia.
Sapatos
PARA CALÇAR: Com a ajuda da mão sã, cruzar a perna afectada,
segurar o pé afectado e introduzi-lo no sapato. Se não
conseguir calçar totalmente o sapato, utilizar uma calçadeira
de cabo comprido. Se o pé não entrar facilmente, pô-lo no
chão e fazer força com o joelho, tendo o cuidado de manter
a calçadeira no sítio.
Soutien
Se possível, usar soutien que aperte à frente. Se for apertado
atrás: colocar o soutien à volta da cintura com a parte de
trás para a frente. Apertar os colchetes e rodá-lo para a
posição correcta. Com a mão sã, levar as alças até aos
ombros.
VIVER APÓS UM ACIDENTE VASCULAR CEREBRAL
Guias para as pessoas idosas, n.º 2 25
VIVER APÓS UM ACIDENTE VASCULAR CEREBRAL
26 Guias para as pessoas idosas, n.º 2
ACTIVIDADES DOMÉSTICAS
Cozinha
eve organizar-se a cozinha de forma a que a pessoa
possa executar as tarefas sentada, numa cadeira
confortável. A mesa de trabalho deve ter altura adequada à
estatura do utilizador. Os produtos alimentares e os utensílios
de cozinha deverão estar guardados em locais de fácil acesso.
Os armários e gavetas deverão ter puxadores que se possam
manejar com uma só mão. Para tornar mais fácil a execução
das tarefas domésticas, devem ser utilizados, sempre que
possível, aparelhos eléctricos, como o isqueiro eléctrico, em
vez de fósforos, abre-latas eléctrico, etc. A utilização de
alimentos congelados, e parcialmente preparados, facilita a
confecção das refeições.
Limpeza da casa
As tarefas mais pesadas terão, certamente, que ser
realizadas por outra pessoa. O doente pode, no entanto, com
a mão sã, servir-se de escovas, esfregonas ou do aspirador.
Para lavar a roupa, é desejável usar uma máquina.
O estendal da roupa e a tábua de engomar devem ser
ajustados à altura da pessoa. O ferro de engomar deve ser
leve.
D
VIVER APÓS UM ACIDENTE VASCULAR CEREBRAL
Guias para as pessoas idosas, n.º 2 27
VIVER APÓS UM ACIDENTE VASCULAR CEREBRAL
28 Guias para as pessoas idosas, n.º 2
COMUNICAÇÃO
rovocada por uma lesão no lado esquerdo do cérebro,
a afasia consiste numa perturbação, mais ou menos
grave, da linguagem oral e escrita e da compreensão da
palavra falada ou escrita. Podem verificar-se dificuldades no
uso da gramática, na nomeação dos objectos, na soletração
das palavras e no cálculo.
A afasia pode, assim, afectar a compreensão daquilo que
os outros estão a tentar comunicar ao doente, podendo existir,
portanto, uma incapacidade para perceber e seguir
orientações dadas por outros, bem como interpretar
situações. Pode verificar-se ainda a chamada afasia global
que é a perda total da faculdade da linguagem.
Em geral, a afasia não é um estado progressivo e não piora,
diferindo em tipo e gravidade de pessoa para pessoa.
Independentemente da gravidade da situação, a pessoa com
afasia tem que ser tratada como uma pessoa madura e
inteligente. Ela é, acima de tudo, a mesma pessoa que era
antes de adoecer. A ajuda possível consiste numa terapia
orientada por terapeutas da fala, que deverá ter início o mais
cedo possível, após a fase aguda do acidente vascular
cerebral. A terapia da fala irá auxiliar a pessoa a comunicar
mais facilmente, animando-a e tornando-a mais interessada
pelo seu estado e pela compreensão da natureza do seu
problema.
P
VIVER APÓS UM ACIDENTE VASCULAR CEREBRAL
Guias para as pessoas idosas, n.º 2 29
Apoiar uma pessoa com afasia
Poderá ser difícil obter os serviços de um terapeuta da fala
que se ocupe, de forma permanente, de um doente afásico.
Neste caso, será útil ter presente que:
Deve começar-se com palavras que sejam importantes
para a pessoa afásica e para as suas necessidades
essenciais (cama, refeições, utilização da casa de banho).
Será mais fácil para o doente aprender nomes de coisas
que ele possa ver, ouvir ou sentir (mão, pão, camisa), em
vez de termos gerais (alimentos, roupa).
O doente aprenderá com mais facilidade, em primeiro lugar,
substantivos, em seguida, verbos e adjectivos e, só mais
tarde, advérbios, preposições e conjunções.
Será preferível, de início, fazer uma lista prática com cerca
de 25 palavras (cama, cadeira, mesa, água, casa de
banho, sim, não, etc.), e quando a pessoa tiver aprendido
estas, ensinar-lhe uma lista mais extensa.
Pequenas sessões de treino, repetidas com frequência,
darão melhores resultados do que longas sessões menos
frequentes.
VIVER APÓS UM ACIDENTE VASCULAR CEREBRAL
30 Guias para as pessoas idosas, n.º 2
Muito poucos doentes recuperam totalmente a capacidade
para ler, escrever e falar. Podem tentar-se outras formas de
comunicação, tais como a mímica, gestos e a utilização de
desenhos. É conveniente dar ao doente um quadro ou um
bloco, com um determinado número de palavras, expressões
ou figuras essenciais, seleccionadas, para as quais ele possa
apontar, de forma a expressar as suas vontades ou
necessidades. De igual modo, se conseguir escrever, deverá
ter sempre à mão papel e caneta ou lápis.
A maioria das pessoas afásicas compreendem melhor as
imagens do que as palavras. Por conseguinte, deve tentarse
mostrar-lhes o que se gostaria que elas fizessem, em vez
de esperar que sigam instruções verbais, incompreensíveis
para elas. Estas pessoas distraem-se a ver filmes, televisão
ou jogos visuais (cartas, dominó, loto).
Uma vez que a compreensão da música é uma função
localizada no lado direito do cérebro, as pessoas afásicas
poderão ser capazes de distinguir entoações da fala, mais
facilmente do que palavras, e de as apreciar.
A família de uma pessoa afásica poderá ajudá-la criando,
em casa, uma atmosfera de compreensão. É necessário
permitir e encorajar a comunicação, fazendo com que os seus
erros não possam ser objecto de crítica ou postos a ridículo.
Os seus esforços para melhorar devem ser sempre elogiados,
e mesmo os mais pequenos resultados devem ser acolhidos
como grandes êxitos. Simultaneamente, deverá tomar parte
da vida familiar e social normal, indo ao cinema, recebendo
visitas, jantando com a família.
VIVER APÓS UM ACIDENTE VASCULAR CEREBRAL
Guias para as pessoas idosas, n.º 2 31
É necessário fazer o possível para que o doente sinta vontade
de falar, dando-lhe todas as oportunidades para ouvir falar,
através do diálogo, da leitura em voz alta, da rádio e da
televisão.
As explicações devem ser dadas devagar e em frases curtas
e simples, mas não como se se estivesse a falar com uma
criança.
Não deve falar-se pelo doente, excepto em casos de absoluta
necessidade, mas, pelo contrário, dar-lhe a oportunidade de
falar primeiro, mesmo que seja lento a expressar-se. Não
insistir para que articule as palavras com perfeição: de início,
será suficiente que se consiga fazer compreender.
VIVER APÓS UM ACIDENTE VASCULAR CEREBRAL
32 Guias para as pessoas idosas, n.º 2
APOIO ESPECIALIZADO
ara ajudar as pessoas que tiveram um AVC, para além
do contributo da sua família e amigos, pode ser
necessária a intervenção de vários profissionais.
Médico Assistente
Um acidente vascular cerebral ocorre, geralmente, em
indivíduos que antes do AVC já tinham outra doença, tal como
tensão alta, doenças do coração ou diabetes. Assim, a pessoa
poderá ter de fazer dieta, tomar medicamentos ou ter outros
cuidados para controlar essa situação. Poderá, ainda,
necessitar de um analgésico, devido a um problema articular
que tenha surgido no lado afectado. O médico assistente
prestará ajuda e encaminhá-la-á, se necessário, para um
fisioterapeuta ou outro profissional, acompanhando o trabalho
deste.
Enfermeiro
Cabe ao enfermeiro orientar o doente e estimulá-lo a fazer
os exercícios em casa, assim como aconselhar quanto aos
cuidados a ter com a pele, bexiga e intestinos e ajudá-lo na
escolha e utilização de dispositivos e aparelhos de que
necessita.
Cabe-lhe também dar informações, apoio e orientações à
família e a outras pessoas envolvidas na prestação de
cuidados.
P
VIVER APÓS UM ACIDENTE VASCULAR CEREBRAL
Guias para as pessoas idosas, n.º 2 33
Fisioterapeuta
Fará os tratamentos indicados pelo médico e treinará a
pessoa na execução de exercícios e no uso das ajudas
técnicas (bengala, cadeira de rodas, etc.).
Terapeuta ocupacional
Ajudará o doente a automatizar-se, com as capacidades
restantes, nas actividades da vida diária.
Terapeuta da fala
Procederá à avaliação e tratamento, ou ensinará os familiares
a encarregarem-se dos exercícios de reeducação da fala.
Assistente social
A assistente social, que pode estar ligada a qualquer entidade
ou organização local (autarquia, centro de saúde, paróquia,
etc.), dará informações sobre os direitos relativos à
assistência financeira (incluindo apoio no preenchimento dos
impressos e elaboração dos pedidos) e sobre os serviços
disponibilizados pelas entidades e organizações locais.

Volta de uso da tala

Hoje infelizmente tive de colocar a tala no braço, já que o mesmo ta querendo voltar ao padrão dobrado sobre o corpo,  eu  não tinha mais esse problema, devido a fisioterapia e o botox, ele  estava quase normal.Já deveria ter colocado novamente o Botox, mas está em falta no SUS, isto é, na unidade de saúde que sou atendida. Com isso, foi-se o progresso feito.

quinta-feira, 25 de abril de 2013

Como é dificil conviver e viver com as sequelas do AVC, as limitações me deixam profundamente irritada, é frustante você tentar pegar um objeto e a sua mão não abrir, e se você consegue colocar o objeto entre os dedos ele cai, porque sua mão não tem força suficiente para segura-la. Só quem convive com as sequelas sabe do que estou falando.

Por essa eu não passo mais

 
Esse é um perigo real, em cinco anos repetir  AVC, por isso devemos tomar os remédio corretamente para se evitar essa tragédia, por que cada vez que tivermos um novo derrame as sequelas serão mais graves. podendo levar-nos a óbito.

   Qual é o prognóstico?
Mesmo sendo uma doença do cérebro, o acidente vascular cerebral pode afetar o organismo todo. Uma sequela comum é a paralisia completa de um lado do corpo (hemiplegia) ou a fraqueza de um lado do corpo (hemiparesia). O acidente vascular cerebral pode causar problemas de pensamento, cognição, aprendizado, atenção, julgamento e memória. O acidente vascular cerebral pode produzir problemas emocionais com o paciente apresentando dificuldades de controlar suas emoções ou expressá-las de forma inapropriada. Muitos pacientes apresentam depressão.
A repetição do acidente vascular cerebral é frequente. Em torno de 25 por cento dos pacientes que se recuperam do seu primeiro acidente vascular cerebral terão outro dentro de 5 anos. 

Nunca é demais lembrar


Acidente vascular cerebral é uma emergência médica. O paciente deve ser encaminhado imediatamente para atendimento hospitalar. Trombolíticos e anticoagulantes podem diminuir a extensão dos danos. A cirurgia pode ser indicada para retirar o coágulo ou êmbolo (endarterectomia), aliviar a pressão cerebral ou revascularizar veias ou artérias comprometidas.
Infelizmente, células cerebrais não se regeneram nem há tratamento que possa recuperá-las. No entanto, existem recursos terapêuticos capazes de ajudar a restaurar funções, movimentos e fala e, quanto antes começarem a ser aplicados, melhores serão os resultados.

quarta-feira, 24 de abril de 2013


Temos uma dica de leitura super interessante hoje sobre uma abordagem da Reabilitação Cognitiva que tem chamado atenção no “mundo clínico”, o Neurofeedback. O artigo é da Revista e Neurociências.
Neuro- feedback ou também chamado eletroencefalograma (EEG) biofeedback proporciona intervenção direta sobre o cérebro, de maneira não invasiva, obtendo a informação elétrica do cérebro e permitindo que o paciente atue sobre esta de forma consciente. A literatura revisada aponta para a adoção do neurofeedback como uma promissora ferramenta para o gerenciamento de várias disfunções cognitivas e emocionais pós-AVC, a qual parece fornecer benefícios fora do intervalo de tempo em que é esperada uma melhora espontânea.
O campo do neurofeedback está se configurando como uma grande promessa para a reabilitação da atenção, processamento da linguagem e memória de trabalho. Os relatórios de estudos de caso têm sido encorajadores, porém mais pesquisas são necessárias para determinar a eficácia desta abordagem em relação ao quadro clínico e em relação à sua combinação com outras abordagens de reabilitação cognitiva pós-AVC. 
Leia o artigo completo de Maria Flávia Porcaro Muratori e Tânia Maria Porcaro Muratori: Neurofeedback na Reabilitação Neuropsicológica Pós-Acidente Vascular Cerebral 


Este artigo é muito interessante se for disponibilizado aqui, vai ser de grande valia para nós individuos sequelado.
Cientistas da Nanyang Technological University (NTU) desenvolveram um novo dispositivo que melhora a reabilitação de pacientes com acidente vascular cerebral (AVC).
A invenção permitiu que pacientes de derrame que haviam passado por reabilitação convencional por um ano ou mais e tinham atingido estagnação em sua recuperação, conseguissem fazer progressos significativos na sua capacidade de realizar as tarefas diárias, de acordo com os pesquisadores.
O estudo revela que alguns destes doentes recuperaram até 70% da pontuação clínica em função motora em apenas um mês de tratamento.
"Enquanto os sistemas de reabilitação atuais beneficiam muitos pacientes, há também outros pacientes que ainda têm dificuldades exercer atividades diárias como segurar um garfo ou beber de um copo, apesar das sessões de reabilitação. O novo sistema trabalha dando feedback em tempo real para os pacientes sobre o que está acontecendo em sua mente e em seus músculos. Os pacientes que usam SynPhNe sabem onde os seus problemas estão e podem trabalhar lentamente para superar cada problema, em vez de se sentir frustrado e passar por um longo e doloroso processo de tentativa e erro quando suas melhorias não são visíveis", afirma o criador do dispositivo John Heng.
Como funciona
SynPhNe ou Plataforma Physio Neuro-Sinérgica, consiste de um software conectado a um fone de ouvido especialmente concebido com sensores neurais e uma luva sensorial. O dispositivo foi projetado para ser usado facilmente por pacientes com AVC, que normalmente têm o controle de apenas um braço.
Estes sensores fornecem feedback sobre o estresse, a atenção e os níveis de relaxamento da mente e de quais músculos estão sendo ativados ou inibidos pelo paciente. O software contém vídeos instrutivos para os movimentos dos membros que o paciente pode imitar e melhorar seu desempenho em várias tarefas.
Informações do sensor são exibidas em tempo real através da tela do computador para que o paciente esteja consciente do que está acontecendo em sua mente e corpo ao se submeter a exercícios de reabilitação.
Segundo Heng, enquanto o multi-modelo de aprendizagem associativa é conhecido por ser útil no desenvolvimento de bebês e na educação, é a primeira vez que sua equipe de pesquisa está adaptando-o para terapia de acidente vascular cerebral. Testado em 10 pacientes até à data, ele tem se mostrado muito eficaz na aceleração da recuperação de doentes com AVC.
Na aprendizagem associativa, um paciente vai descobrir a ligação entre causa e efeito, ou a intenção e o resultado físico. O paciente aprende o que ele quer fazer e o que está realmente acontecendo com seus membros. Isso ajuda o paciente a autocorrigir movimentos para combinar ações pretendidas.
"Por exemplo, se um paciente quer mover seu pulso, mas seu pulso não está se movendo, SynPhNe será capaz de mostrar-lhe que a sua mente tinha enviado um sinal, os músculos receberam, mas como os músculos de apoio e oposição estão apertados , ele vai precisar relaxar o músculo oposto, a fim de mover o pulso", explica o pesquisador Banerji Subhasis.
Ensaios com pacientes ainda estão em andamento e 10 pacientes foram submetidos a testes por 12 sessões, com duração de 90 minutos. Durante um período de quatro semanas, todos eles mostraram alguma melhora nas escalas clínicas. Verificou-se que pacientes com dificuldade de controle manual e problemas de fraqueza na mão foram os que mais melhoraram, em vários casos, até 70%.
Além da realização de ensaios adicionais envolvendo mais 50 pacientes, o próximo passo para os cientistas é formar uma empresa start-up para transformar o protótipo em um kit de terapia portátil para uso doméstico. Este kit deverá ser mairato do que os sistemas de reabilitação robóticos no mercado, que podem custar muito alto.
hoje dormir por cimado braço e o tirei do lugar ta doendo, esse é o meu maior problema, acho que ele esta muito fraco, ou melhor sua musculatura, tenho que voltar urgente para a fisioterapia.