segunda-feira, 28 de outubro de 2013

Desabafo

Hoje dia 29/10/2013 Dia Mundial de Combate ao AVC,  com programação em vários estados brasileiros, menos aqui no Pará, a falta de interesse e politicas publicas neste estado com relação a este problema sério, é uma coisa triste, lamentável, chega ao descaso total, já pedi a Secretaria de Saúde que implantasse em nosso estado a rede de atendimento ao Avc, com profissionais treinado para agirem rápido no atendimento a vitima dessa doença evitando. assim. a morte e as sequelas tão frequentes nesses casos, mas, infelizmente o descaso é grande, e pessoas cada vez mais ficam expostas aos riscos quando necessitam de atendimento de urgência e emergência, de internação. Médicos Neurologistas? nem no SUS local tem, quando muito contamos com Cardiologista e Fisiatra, seria fundamental termos um local especifico (ou vários) onde tivesse uma equipe multidisciplinar para atendimento quando alguém estivesse tendo um AVC, séria, mas não é o caso aqui neste pedaço de chão perdido, esquecido pelo Poder Público
Hoje dia 29, nem se ouve falar da Campanha, o silêncio por si só já diz como é tratado o AVC. Espero que futuramente pode-se comemorar com ações de fato, que o Estado chame para si essa responsabilidade e pessoas sejam tratadas com respeito, como merecem, que a vida dessas pessoas sejam merecedora de respeito, é isso respeito é o que merecemos dos senhores secretários e profissionais de saúde,

Campanha Dia Mundial do AVC

Campanha do Dia Mundial do AVC chega a sua quarta edição


A cada ano, cerca de seis milhões de pessoas morrem de acidente vascular cerebral (AVC). No Brasil, essa é a primeira causa de morte e incapacidade. Para tentar reverter esse quadro, no dia 29 de outubro, a Campanha do Dia Mundial do AVC realizará ações de conscientização sobre a doença em todo o país. Idealizada pela ONG Rede Brasil AVC, Sociedade Brasileira de Doenças Cerebrovasculares (SBDCV) e Academia Brasileira de Neurologia (ABN), a iniciativa chega a sua quarta edição com o slogan "AVC...eu me importo”.


Premiada em 2011, ano seguinte ao seu lançamento, como a melhor campanha sobre o tema no Congresso Mundial de AVC, para esta edição o projeto lançará o "The Global Stroke Bill of Rights", um documento internacional de Direitos dos pacientes desenvolvido por associações de AVC de diversos países.A cada ano, cerca de seis milhões de pessoas morrem de acidente vascular cerebral (AVC). No Brasil, essa é a primeira causa de morte e incapacidade. Para tentar reverter esse quadro, no dia 29 de outubro, a Campanha do Dia Mundial do AVC realizará ações de conscientização sobre a doença em todo o país. Idealizada pela ONG Rede Brasil AVC, Sociedade Brasileira de Doenças Cerebrovasculares (SBDCV) e Academia Brasileira de Neurologia (ABN), a iniciativa chega a sua quarta edição com o slogan "AVC...eu me importo”.
“De acordo com estudos, uma a cada seis pessoas no mundo terá um AVC durante a sua vida, mas isso pode ser prevenido através da informação. Com a campanha queremos orientar sobre o que o que é, como agir frente a um AVC, tratamento e fatores de risco.”, explica o Dr. Rubens José Gagliardi, vice-presidente da ABN.
Segundo o Dr. Ayrton Massaro, membro titular da ABN, além de informar, nesta edição, a campanha tem como finalidade levantar a discussão sobre o tratamento oferecido no Brasil. “Do esforço coletivo da neurologia nacional, conseguimos que a doença ganhasse uma maior visibilidade.  Temos muito a fazer, mas já podemos perceber o quanto conquistamos.  Hoje a doença é reconhecida e denominada corretamente pelo público e imprensa, contudo, há ainda necessidade de que esses pacientes sejam atendidos mais precocemente nos serviços de emergência. Desta forma precisamos oferecer acesso rápido ao tratamento e às medidas de prevenção”.
Foram escolhidos locais de grande circulação de pessoas para panfletagem e divulgação do “Símbolo do AVC”, criado em 2012, por meio da distribuição de pulseiras e camisetas. A agenda de eventos será divulgada no Site oficial: www.redebrasilavc.org.br.
A campanha também tem uma página no Facebook para que pacientes, familiares, amigos, cuidadores e profissionais de saúde possam compartilhar conhecimentos sobre o AVC. Conheça:https://www.facebook.com/CampanhaAVC

Atitude louvavél

28/10/2013 21h18 - Atualizado em 28/10/2013 21h19

Ceir promove atividades preventivas 


 

Dia mundial de combate ao AVC contará com programação especial.
Atendimentos de saúde serão realizados no Shopping da Cidade, em Teresina.

Do G1 PI
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O Centro Integrado de Reabilitação (Ceir) e a Associação Reabilitar iniciaram nesta segunda-feira (28) a Semana de Combate ao Acidente Vascular Cerebral (AVC), emTeresina. A mobilização faz parte das atividades do Projeto Pense Bem AVC e conta com aulas preventivas em escolas e faculdades, além de orientações e serviços de saúde gratuitos à população.
Projeto tem levado informações sobre a doença à várias cidades do estado (Foto: Divulgação/Ceir)Projeto tem levado informações sobre a doença à várias cidades do estado (Foto: Divulgação/Ceir)
A iniciativa é para lembrar o Dia Mundial de Combate ao AVC, celebrado nesta terça-feira (29). Na data, as enfermeiras do Projeto Pense Bem AVC e alunos de instituições de ensino parceiras estarão no Shopping da Cidade, Centro da capital, dando orientações e realizando, gratuitamente, atendimentos de saúde, como aferição de pressão arterial, peso, altura e circunferência abdominal. A atividade será das 9h às 12h e de 15h às 17h.
"O descontrole de doenças como diabetes e hipertensão, além da obesidade e do colesterol alto, são alguns dos fatores de risco. É preciso esclarecer à população que o AVC pode ser prevenido, tem tratamento e reabilitação", destacou o neurocirurgião Benjamim Pessoa Vale, presidente voluntário da Associação Reabilitar.
Ainda na terça-feira (29), haverá distribuição de panfletos e atendimentos de saúde na Praça do bairro Poti Velho, zona Norte de Teresina. Além disso, a Semana de Combate ao AVC também realizará aulas preventivas em faculdades, escolas, hospitais e centros de convivência, durante todos os dias.
Sobre a doença
O AVC, doença também conhecida como derrame cerebral, é a principal causa de morte no Brasil. No Piauí, a Secretaria Estadual de Saúde (Sesapi) contabilizou 1.090 óbitos por conta da doença, no ano de 2011. Nos hospitais piauienses,1.843 pacientes foram internados após serem acometidos pelo problema. Deste total, a maioria é homem.
Quando não é fatal, a doença acarreta várias sequelas, como limitações físicas e alterações no sistema cognitivo, e faz com que a vítima tenha que passar por tratamento de reabilitação, como o que é ofertado no Ceir.
A doença ocorre devido à alteração na circulação cerebral. Os sintomas mais comuns são a perda de força muscular de um lado do corpo, fala enrolada, desvio da boca para um lado do rosto, sensação de formigamento no braço, dores de cabeça súbitas ou intensas, tontura, náusea e vômito.
Em casos de identificação desses sinais, a orientação é acionar imediatamente o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência, pelo telefone 192. "O reconhecimento da ocorrência de um AVC e o atendimento rápido pode ser um diferencial entre a vida e a morte do paciente. Esta orientação é reforçada durante as palestras preventivas", finaliza a enfermeira do projeto Cristiane Rocha.

quinta-feira, 24 de outubro de 2013

Alerta

Estudo alerta que casos de derrame poderiam duplicar até 2030

Especialistas na Nova Zelândia constataram que 83 mil jovens com menos de 20 anos são acometidos, anualmente, por um AVC






Os casos de derrame, que cada vez afetam mais os jovens, e suas consequências, como a morte antecipada ou incapacidade, poderiam se duplicar no mundo no ano de 2030, segundo um amplo estudo global publicado nesta quarta-feira (24/10) na revista científica The Lancet. Esta pesquisa, que recolheu dados de todas as regiões do mundo entre 1990 e 2010, indica que os casos de AVC (acidente vascular cerebral) em pessoas entre 20 e 64 anos aumentaram 25% nas últimas duas décadas.

Nesse grupo de idade os derrames, chamados também de infartos cerebrais, correspondem agora a 31% do total computado, comparado aos 25 % em 1990. Nesse ritmo, as mortes prematuras, incapacidades e doenças associadas a elas poderiam dobrar em nível mundial em 2030, segundo assinalam os autores do estudo "A carga regional e global dos derrames", liderado por Valery Feigin, diretora do Instituto Nacional de Derrame e Neurociências Aplicadas da Universidade AUT da Nova Zelândia.

Os especialistas constataram que 83 mil jovens com menos de 20 anos são acometidos, anualmente, por um AVC.

Outro estudo feito pela The Lancet indica que, em 2010, 61,5% das incapacidades físicas ou psíquicas e 51,7% das mortes por derrame foram do tipo hemorrágico, a forma mais letal, causada pela alta tensão e pelo estilo de vida pouco saudável. Segundo os especialistas, a maioria das pessoas afetadas tem menos de 75 anos e são oriundas, principalmente, de países de baixa e média rendas, onde a incidência do tipo hemorrágico aumentou 19%.

equipe de Feigin adverte que esses números continuarão aumentando se não forem introduzidas urgentemente políticas de prevenção, destinadas a reduzir o consumo de álcool e tabaco e promover estilos de vida mais saudáveis. Outros dados destacados no estudo são que, embora a proporção de pessoas que sofre embolias por volume de população tenha se reduzido nos últimos 20 anos, as mortes por dolências associadas aumentaram 26%, até 5,9 milhões.

O número de pessoas que sofre sua primeira embolia cresceu 68%, até 16,9 milhões, em 2010, enquanto os sobreviventes de um acidente vascular cerebral se elevaram a 33 milhões, 84% mais. As doenças e invalidez associada aos derrames subiram 12% até 102,2 milhões de pessoas no mundo, de acordo com o estudo.

Nos países com rendas mais altas, a incidência dos AVCs reduziu 12% nos últimos 20 anos: 37% as mortes e 36% as incapacidades, o que, segundo os analistas, reflete a melhoria na informação, prevenção, diagnósticos e cuidados, como o abandono do tabaco, o controle da tensão sanguínea ou melhores unidades especializadas.

O contrário ocorre nos países de rendas baixas do leste Europeu, da África Subsaariana e do sudeste da Ásia, onde os derrames matam cada vez mais, com o aumento da mortalidade de 42%, e também causam 46% mais de dolências associadas. Isto se deve parcialmente, apontam os especialistas, ao aumento de fatores de risco como o tabaco, a hipertensão, a obesidade, a inatividade física e uma má dieta alimentar.

Aplicação do Botox..

Depois de um ano de espera e "brigar" na  1ª Regional da Secretaria de Saúde do Estado,  denunciar o descaso com pacientes vitimas de AVC á Ouvidoria do SUS, finalmente alguém me ouvio e, amanhã de manhã colocarei o Botox, Aleluia!!!!!!!!!!!!!.
Pena que o efeito das outras duas aplicações praticamente se perderam, devido esta longa e desnecessária espera.
Neste país temos que implorar pelos nossos direitos básicos o que é lastimável.

quinta-feira, 26 de setembro de 2013

Congresso Mundial de AVC – 10 a 13 de Outubro em Brasilia


Caros amigos,
Estamos próximos ao maior evento mundial que discutirá os avanços no combate a uma das doenças de maior mortalidade no país e responsável por graves incapacidades funcionais nos indivíduos sobreviventes, o AVC.
Brasília foi escolhida como sede mundial do Congresso da Organização Mundial de AVC, no qual serão discutidas novas terapêuticas que estão modificando favoravelmente estas estatísticas mundiais. Cada vez mais, o tratamento precoce dos eventos e a prevenção secundária mais atuante e eficiente necessitam um maior comprometimento das sociedades e dos governos, integrando as políticas de saúde. A sua participação é decisiva para esta rede em beneficio dos pacientes.
Esperamos mais de 3.500 participantes vindos de mais de 60 países, com apresentações de 1.200 trabalhos científicos de todas as regiões do mundo.
Sessões especiais com médicos intensivistas, cardiologistas, fisiatras, enfermeiros e demais profissionais de saúde permitirão uma discussão mais abrangente dos diversos assuntos relacionados ao AVC.< !> Haverá ainda a possibilidade de interação com as principais associações internacionais que combatem o AVC e representantes de outras organizações internacionais como a OMS.
Contamos com a presença dos médicos e profissionais de saúde brasileiros para que este evento faça diferença no combate ao AVC no Brasil e no Mundo.
Qualquer duvida estamos a disposição.

Ayrton Roberto Massaro
Co-Presidente

Campanha Mundial do AVC 2013 – Eu me importo


Painel Campanha Mundial do AVC 2012
A cada seis segundos, independentemente da idade ou sexo, alguém em algum lugar
morre de um Acidente Vascular Cerebral (AVC). Isso, no entanto, é mais do que uma
estatística de saúde pública.
Organização Mundial de AVC ((World Stroke Organization-WSO) está pedindo medidas
urgentes para enfrentar a epidemia silenciosa, e lançou em 2010 a campanha de 2 anos “Um
em cada seis” no Dia Mundial do AVC, 29 de Outubro.
O tema “Um em cada seis” foi escolhido para destacar o fato de que hoje, um em cada
seis pessoas no mundo inteiro terá um AVC durante a sua vida. Todos estão em risco e a
situação pode piorar com a complacência e a inércia.
Neste ano o slogan sera o mesmo do ano passado para reforçar “AVC…eu me importo”. Além focar nos fatores de risco, sinais de alerta e a urgência do tratamento do AVC, a campanha enfatiza a importância do cuidado pós AVC, da família, dos cuidadores e das associações de suporte aos pacientes. A campanha envolverá profissionais da saúde, pacientes e gestores de saúde em todo o Brasil,  No ano de 2012, durante o Congresso mundial de AVC  a Associação Brasil AVC ( ABAVC ) foi juntamente como a Rede Brasil AVC e Academia Brasileira de Neurologia premiada com o primeiro lugar pela melhor Campanha Mundial de 2011.
O AVC ocorre em qualquer idade e também afeta crianças. O AVC é a segunda causa de morte no mundo, sendo responsável por 6 milhões de mortes a cada ano. Ele é responsável por mais mortes anualmente do que as atribuídas à AIDS, tuberculose e malária juntos – três doenças que foram referências de sucesso em campanhas de saúde pública, capturando a atenção da mídia mundial e, consequentemente, convocando líderes mundiais, governos e diversos setores da sociedade civil para agir.
No Brasil o AVC é a segunda causa de morte e a primeira de incapacidade, com um enorme impacto econômico e social. Nós da Academia Brasileira de Neurologia, Sociedade Brasileira de
Doenças Cerebrovasculares, Rede Brasil AVC e Associação Brasil AVC estamos unidos nesta,
luta e faremos uma campanha Nacional de educação e alerta à população sobre a doença, a
mesma campanha da Organização Mundial. Em Joinville A campanha iniciará no dia 26 de outubro ( Sábado ), tendo seu ápice no dia 29 de outubro, dia Mundial do AVC, prolongando-se até 31 de outubro.
Juntem-se a nós. Mais informações nos site www.abavc.org.br

o com a        camiseta da campanha em campo e será solicitado 1 minuto de silêncio pelas  vidas 

sábado, 21 de setembro de 2013

Estudo

Essa é boa, após sofrer  um AVC executivo brasileiro não para de fazer doação de dinheiro, doces e comidas para estranhos, filantropia que esta custando caro para a família, este fenômeno inédito esta sendo estudado por médicos da Universidade Federal do Rio de Janeiro e despertando interesse na comunidade cientifica mundial, pois embora distúrbio de personalidade seja comum neste tipo de lesão cerebral,  a falta de controle no impulso ainda não tinha sido registrada. Os médicos explicam que Esta aparente generosidade excessiva e persistente tem origem na região  de cérebro que foi atingida que é responsável por tomar decisões mais difícil. Já pensou se a moda pega? 
O cérebro é realmente uma caixinha de surpresa,                                      

quinta-feira, 29 de agosto de 2013

Exercícios físicos diminuem seqüelas do AVC



Atividades ajudam na recuperação das estruturas danificadas

POR MINHA VIDA - 
Os benefícios das atividades físicas são enormes e, dentre eles, está a melhora na qualidade de vida depois de um acidente vascular cerebral. Um planejamento motor associado a exercícios físicos melhora a plasticidade cerebral, que é a capacidade de reorganização de estruturas danificadas. Em geral, esses danos são causados por lesões entre as quais, o AVC (acidente vascular cerebral).

Pesquisa realizada recentemente pelo Laboratório de Neuroimagem da Faculdade de Ciências Médicas (FCM) analisou os efeitos que os exercícios físicos podem causar no sistema nervoso central. O estudo revelou resultados sobre as alterações estruturais que ocorrem em uma das áreas mais complexas do corpo humano pela prática de atividade física e justificaria a prática de esportes na reabilitação de pacientes portadores de doenças neurodegenerativas Mal de Alzheimer ou Mal de Parkinson.

Para a coordenadora do departamento de fisioterapia do Hiléa, centro de vivência para a maturidade, Ângela Bushatsky, a velhice não é homogênea, e os programas preventivos de atividades físicas devem ser desenvolvidos individualmente de acordo com as necessidades de cada paciente. "Existem pessoas na mesma faixa etária com características e necessidades diferentes: físicas, emocionais e com histórias de vida diferentes. Pessoas na mesma faixa etária apresentam histórias de vida, características físicas e necessidades emocionais totalmente diferentes. Não dá para generalizar. É fundamental a participação de uma equipe multidisciplinar nesse processo", conta Ângela Bushatsky.

quarta-feira, 28 de agosto de 2013

AVC: rápido atendimento pode fazer toda a diferença

 

Reconheça os sintomas do problema e saiba o que fazer

Por Especialista - publicado em 08/08/2013                   

Este texto é sobre um detalhe que poderá fazer toda diferença. Por exemplo, se fizermos uma pergunta simples a todos os leitores: "Qual a maior preocupação quando alguém reclama de uma dor forte no peito?", certamente, a maioria responderá infarto agudo do miocárdio - e sim, realmente é isso mesmo. Mas se fizermos a pergunta um pouco diferente: "E se subitamente uma pessoa parar de falar, ou perder a visão, a força muscular de um lado do corpo ou ainda a sensibilidade?" Neste caso, fica mais difícil e não são todos que acabam reconhecendo estes sintomas como a ponta de um iceberg, no caso, o Acidente Vascular Cerebral (AVC). 
Aliás, tanto o infarto agudo do miocárdio quanto o AVC nada mais são do que o mesmo problema, ou seja, o "entupimento" de artérias, só que no primeiro caso é afetado o coração e no segundo, o cérebro. E geralmente devido à mesma causa: pressão alta, colesterol elevado, tabagismo, aumento de peso e diabetes. Afinal, nossa circulação é como um único sistema de grandes e pequenas tubulações, e o mesmo processo que ataca as pequenas artérias do coração (coronárias) também acomete as artérias cerebrais. Não é à toa que quem teve um infarto agudo do miocárdio está em risco maior de desenvolver um AVC e vice-versa. Assim, todo cuidado é pouco.
E quando falamos de cuidado, o que precisamos fazer para não deixar o problema ficar maior? Veja, é preciso reconhecer os principais sintomas, e entender que uma característica fundamental do AVC é a sua instalação súbita. E súbito não significa ao longo de dias! Súbito, para os neurologistas, é contado em minutos. Assim, quando dizemos "tempo é cérebro" significa que cada minuto perdido poderá fazer diferença lá na frente, na hora da recuperação. Além dos mencionados acima, os sintomas de um AVC incluem:
  • Diminuição ou perda súbita da força na face, braço ou perna de um lado do corpo
  • Sensação de formigamento na face, braço ou perna de um lado do corpo
  • Perda súbita de visão em um olho ou nos dois olhos
  • Alteração aguda da fala, incluindo dificuldade para articular, expressar ou para compreender a linguagem
  • Dor de cabeça súbita e intensa sem causa aparente
  • Instabilidade, vertigem súbita intensa e desequilíbrio associado a náuseas ou vômitos.
E o que fazer afinal? Simples, na suspeita de um AVC procure imediatamente um pronto-socorro - evite esperar para "ver se a sensação passa". E prefira hospitais onde preferencialmente você sabe que existe um serviço dedicado ao tratamento agudo do AVC. Na cidade de São Paulo, por exemplo, não só hospitais privados, mas instituições públicas de ensino contam com este serviço. Este é o detalhe que poderá fazer toda diferença.


        
 

Incluir mais potássio na alimentação pode reduzir risco de AVC

 

Cortar o consumo de sódio para até 3 g por dia também ajuda na prevenção

Por Minha Vida - publicado em 05/04/2013
              
Um estudo conduzido por pesquisadores da Organização Mundial de Saúde (OMS) concluiu que incrementar a dieta com alimentos ricos em potássio e diminuir o consumo de alimentos industrializados ajuda a controlar a pressão arterial e prevenir um AVC. A conclusão do trabalho fez a revisão de 33 estudos e foi publicado esta semana no British Medical Journal.

O controle da pressão arterial foi o tema escolhido pela OMS para o Dia Mundial da Saúde, que é comemorado neste domingo, 07 de Abril. Segundo dados do Ministério da Saúde, o derrame cerebral é a principal causa de morte e incapacidade no Brasil - e uma das formas de preveni-lo é controlar a pressão alta.

O estudo envolveu dados de quase 130 mil pessoas saudáveis e mostra que, entre as que consumiam mais potássio (de 3,5 g a 4,7 g por dia), o risco de derrame era 24% menor do que no grupo que ingeria menos desse nutriente. O nutriente é essencial para o funcionamento celular e serve como contraponto à ação do sódio, componente do sal fortemente ligado à hipertensão, que é fator de risco para derrames e outras doenças cardiovasculares.

O trabalho sobre potássio, desenvolvido pelo Departamento de Nutrição para a Saúde e o Desenvolvimento da OMS, é acompanhado por outras duas revisões de estudos a respeito do efeito de reduções do consumo de sódio na pressão. Uma das pesquisas, feita pela Universidade de Londres, concluiu que cortar o sal dos atuais 9 g a 12 g - consumidos em média pela população - para a recomendação da OMS de 5 g já teria um grande impacto. No entanto, um corte mais radical, para 3 g, seria o ideal para o controle da pressão arterial.

Enriqueça sua dieta com potássio
A relação entre sódio e pressão alta não é novidade. Quem sofre da doença, que atinge cerca de 35% dos brasileiros com mais de 40 anos, segundo o Ministério da Saúde, sabe que tirar o sal da mesa é um dos primeiros passos para controlar a hipertensão. O que nem todo mundo sabe é que os níveis desse nutriente no organismo dependem de outro elemento: o potássio. "A dupla sódio e potássio geram o que nós chamamos de equilíbrio hídrico do corpo, sendo o potássio um bom diurético e o sódio um bom retentor de líquidos", explica a nutricionista Roseli Rossi, especialista em Nutrição Clínica Funcional, da clínica Equilíbrio Nutricional, em São Paulo. Uma dieta rica em potássio, portanto, leva a uma maior eliminação de sódio, o que pode ajudar a combater a pressão alta. Interessou? Então veja quais alimentos são boas fontes desse mineral:
de 8
Salmão grelhado - Foto Getty Images

Salmão grelhado

"Tanto o salmão quanto alguns mariscos são ótimas fontes de potássio", afirma a nutricionista Maria Fernanda Cortez, da clínica Nutri & Consult, em São Paulo. Um pedaço de 100 g do peixe grelhado oferece 628 mg de potássio. A profissional recomenda consumi-lo grelhado ou no forno para não elevar demais seu valor calórico. Ela destaca ainda que o alimento é rico em ácidos graxos ômega 3, anti-inflamatório que ajuda a regular os níveis de colesterol sanguíneo, evitando também doenças cardiovasculares.
Abacate - Foto Getty Images

Abacate

Apesar de ser extremamente calórico, oferecendo 160 calorias a cada 100 g, o abacate é uma fruta extremamente rica em nutrientes, como as vitaminas A e E, que atuam como antioxidantes no organismo. "Além disso, a fruta contém betassitosterol, substância anti-inflamatória que ajuda a diminuir os níveis de colesterol ruim (LDL) no sangue", afirma a nutricionista Roseli. Quando o assunto é potássio, por sua vez, a fruta ganha ainda maior destaque. Cada 100 g da fruta contém 485 mg do mineral. O alimento pode ser consumido puro, em saladas ou em uma elaborada guacamole.
Espinafre cozido - Foto Getty Images

Espinafre cozido

Para obter potássio sem se preocupar com as calorias, o jeito é optar por folhas verdes. Dentre elas, a que ganha maior destaque pela abundância do mineral é o espinafre. Em uma porção de 100 g, você consome 466 mg de potássio. O alimento ainda é rico em ferro, mas lembre-se de que para conseguir absorver esse nutriente é necessário ingeri-lo com alguma fonte de vitamina C, como a laranja. "Consumir espinafre também ajuda a prevenir alguns tipos de câncer e doenças oculares, graças ao carotenoide luteína nele presente", complementa a nutricionista Roseli.
Batata assada - Foto Getty Images

Batata assada

Apenas 100 g de batata oferece 391 mg de potássio, fazendo com que este alimento seja um bom aliado de quem sofre de hipertensão. A batata também ganha destaque por ser uma ótima fonte de carboidratos e não conter muita gordura. O alimento ainda contém vitaminas do complexo B e vitamina C.
Banana - Foto Getty Images

Banana

Embora não seja a principal fonte de potássio, a banana é o alimento mais lembrado quando se fala no nutriente. Em 100 g da fruta, é possível obter 358 mg de potássio. Já a ideia de que a fruta previne cãibras não passa de mito. Beber água e repor o sódio perdido durante a prática de atividade física é o que é, de fato, eficaz para evitar o incômodo. Por fim, a banana ainda funciona como um calmante, relaxando músculos estressados e promovendo a liberação de hormônios que geram a sensação de bem-estar, aponta a nutricionista Roseli.
Feijão preto cozido - Foto Getty Images

Feijão preto cozido

Se você precisa consumir mais potássio, talvez seja uma boa ideia optar pelo feijão preto. Uma porção de 100 g da semente oferece 355 mg de potássio. Seu consumo também fornece boas quantidades de ferro, fibras, fósforo e cálcio. Combinado com o arroz, então, o prato aumenta ainda mais seu valor nutritivo. Os aminoácidos - compostos que formam as proteínas - que faltam em um podem ser encontrados no outro.
Molho de tomate - Foto Getty Images

Molho de tomate

O molho de tomate não só vai bem em massas como também é uma boa fonte de potássio. Uma latinha com 100 g oferece 331 mg do mineral. "Se possível, prepare você mesmo o molho, pois os industrializados são riquíssimos em açúcar, sódio conservantes e aromatizantes", recomenda a nutricionista Maria Fernanda. O molho de tomate também oferece boa quantidade de um fitoquímico chamado licopeno, que ajuda na prevenção de alguns tipos de câncer, graças ao seu poder antioxidante.
Mamão papaia - Foto Getty Images

Mamão papaia

"O mamão também pode ser uma opção para o consumo de potássio", aponta a nutricionista Maria Fernanda. Um pedaço de 100 g oferece 257 mg do nutriente. A melhor forma de consumi-lo é cru no café da manhã e, se possível, acompanhado de aveia ou sementes de linhaça e chia. O mamão é rico em licopeno, vitamina C e possui uma enzima chamada papaína que auxilia na digestão.
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sábado, 17 de agosto de 2013

A cordinha Azul


Símbolo Solidário do AVC

Na abertura do Congresso Mundial de AVC, em 10 de outubro de 2012 em Brasília, foi lançado o Símbolo Solidário do AVC (Stroke Solidarity Symbol), um símbolo que unirá a comunidade global na luta contra o AVC. O símbolo é uma cordinha azul índigo (escolhida como a cor do AVC), que será utilizada amarrada no pulso como uma pulseira. A corda azul simboliza a ligação entre todas as pessoas sensibilizadas pelo AVC. Junto à World Stroke Organization(WSO) na implantação deste símbolo está um seleto grupo de organizações-membro da WSO, com experiência de comunicação e capacidade logística. Estes incluem:
-American Heart Association / American Stroke Association
-Austrália - National Stroke Foundation
-Rede Brasil AVC / Sociedade Brasileira de Doenças Cerebrovasculares
-Indian Stroke Association
-Russian Stroke Foundation
-Stroke Association - Reino Unido
Em parceria com a Rede Brasil AVC /Sociedade Brasileira de Doenças Cerebrovasculares, a WSO anunciou oficialmente o lançamento do Símbolo do AVC em Brasília durante o Congresso Mundial de AVC (10 a 13 de Outubro).
O símbolo da campanha já pode ser adquirido no Brasil através do sitewww.olook.com.br pelo valor de 7,90. Sua renda em todo o mundo será voltada às campanhas de conscientização da população e para auxílio às Associações de pacientes com AVC.



fonte: ONG Rede Brasil AVC
fonte: ONG Rede Brasil AVC 

Sinais de Alerta

Aprenda a reconhecer o AVC porque tempo perdido é cérebro perdido
Início súbito de qualquer dos sintomas abaixo:
  • Fraqueza ou formigamento na face, no braço ou na perna,
    especialmente em um lado do corpo   
  • Confusão, alteração da fala ou compreensão
  • Alteração na visão (em um ou ambos os olhos)
  • Alteração do equilíbrio, coordenação , tontura ou alteração no andar  
  • Dor de cabeça súbita, intensa, sem causa aparente 


               
Se você ou alguém que você conhece estiver com um destes sintomas –
NÃO ESPERE MELHORAR!!! CORRA!!! Cada segundo é importante.
LIGUE imediatamente para o número 192 (SAMU), ou para o serviço de ambulância de emergência da sua cidade, para que possam enviar o atendimento a você.
Outro dado importante é observar / checar / anotar a hora em que os primeiros sintomas apareceram. Se houver rapidez no atendimento do AVC,
até 4,5 horas do início dos sintomas um medicamento que dissolve o coágulo pode ser dado aos pacientes com AVC isquêmico, o tipo mais comum de AVC, diminuindo a chance de sequelas.

Veja como reconhecer os 3 sinais mais comuns do AVC

segunda-feira, 12 de agosto de 2013

De volta

Depois de quase seis meses sem fazer Fisioterapia (pura preguiça), voltei hoje a clinica, estou m sentindo bem e disposta a continuar sem interrupção, pois sinto que houve um retrocesso em minha reabilitação por falta da Fisioterapia. Não me darei mais alta (hshshs).

ATENDIMENTO

quem já sofreu um AVC deve estar sempre atualizado em tratamentos e ultimas pesquisa sobre o assunto e principalmente onde procurar ajuda em caso de um novo ataque, sabemos que, quem sofreu o primeiro evento, há 80% de chance de sofrer outros, o MS criou a Rede Nacional de Atendimento ao AVC, com treinamento de clinicas, hospitais e unidades de  emergência voltados para atendimento à pessoas que esteja sofrendo um AVC, uma equipe multidisciplinar treinada para aplicar os primeiros socorros, evitando assim, óbito e sequelas mais severas desses pacientes, já que nas primeiras 4 horas pós evento o atendimento correto é muito importante. Se eu tivesse esse pronto atendimento e  fosse tratada logo com o rt-PA não teria ficado com sequelas. É uma pena que no meu estado para variar, não tem uma unidade da Rede  de Atendimento ao AVC, isto demonstra a atenção que o senhor secretario de saúde tem com a população, a total indiferença e descaso com os cidadãos, atitudes tão simples ajudaria a salvar vidas e baratear o tratamento para o Sus, mas, o descaso e falta de interesse desses senhores é de lamentar, é o que sempre digo, programas voltados para saúde tem bastante é mal gerenciado, dinheiro para estes programas idem, porém é mal distribuído ou desviado para outras finalidades nem sempre licitas,

Rede Nacional de Atendimento ao AVC


O Acidente Vascular Cerebral (AVC), também conhecido como “derrame”, é a principal causa de morte no Brasil e a principal causa de incapacidade em adultos em todo o mundo. Nas últimas décadas tem sido demonstrado que a rapidez e a organização no atendimento desta doença, além da utilização de protocolos e medicações específicas, diminuem a mortalidade e minimizam as sequelas. Apesar disto, poucos hospitais no Brasil estão preparados para este atendimento.
Com a finalidade de modificar o grande impacto econômico e social do AVC no Brasil, a Coordenação Geral de Urgência e Emergência do Ministério da Saúde iniciou em 2008 a organização da Rede Nacional de Atendimento ao AVC, com hospitais sendo capacitados em todos o país e interligados pelo SAMU para rápido reconhecimento e direcionamento do paciente ao hospital preparado. Hospitais sem especialistas serão auxiliados por centros de excelência no atendimento do AVC, com a utilização de telemedicina para a avaliação do paciente e da tomografia de crânio. Após a organização do atendimento de urgência, serão iniciadas as campanhas de educação da população e a organização da reabilitação e prevenção. Todo o sistema de organização, capacitação, suporte técnico e monitorização da Rede Nacional está alicerçado pelos maiores especialistas em neurologia vascular do país, membros da Academia Brasileira de Neurologia/Sociedade Brasileira de Doenças Cerebrovasculares, que  formaram a REDE BRASIL AVC, uma organização não governamental com o objetivo de melhorar a assistência, educação e pesquisa no AVC. Atualmente, a Rede Nacional de Atendimento ao AVC segue sendo organizado pela Rede Brasil AVC em parceria com as Secretarias Estaduais e Municipais de Saúde, Hospitais  Públicos e Privados e apoiada pelas principais sociedades médica do país: Sociedade Brasileira de Doenças Cerebrovasculares, Academia Brasileira de Neurologia, Associação Médica Brasileira, Sociedade Brasileira de Cardiologia, Rede Brasileira de Cooperação em Emergência, Sociedade Iberoamericana de Doenças Cerebrovasculares e Organização Mundial de AVC (World Stroke Organization).
fonte: Ong Rede Brasil AVC

E-AVC - Fisioterapia Neurológica - Derrame Cerebral

E-AVC - Fisioterapia Neurológica - Derrame Cerebral

como hoje recomecei minha fisioterapia é muito bom volta a ficar informada e esses artigo é muito interessante, vale a pena ler


sábado, 3 de agosto de 2013

Descaso

Impressionante como funcionam as coisas neste País, temos o mais moderno e avançado Sistema Público de Saúde do mundo (no papel) porém, não funciona nem 50%, imaginem, que desde janeiro deste ano estou esperando para colocar o botox, até agora nada, devido o descaso da secretaria de Saúde do estado, o produto tem porém, a maldita burocracia deste país emperra tudo e atrapalha os serviços a serem prestados a população. Além de tudo ainda temos a bendita incompetência dos senhores gestores municipais e estaduais, sem falar em outros  males que sabemos que infesta o serviço público neste países, não tenho mais o que fazer a não ser sentar e esperar ou chorar, já denunciei ao Ministério da Saúde a ouvidoria da Sespa, nem uma providencia foi tomada, até fui chamada a secretaria de saúde para esclarecimento, para minha surpresa fui ameaçada de processo, por ter tido coragem de denunciar o descaso e a incompetência do gestores, pode?
Depois de muita conversa, prometeram resolver o problema em um mês, e.....,, jamais resolveram, este é o retrato da nossa saúde, do nosso Brasil, depois vem a Dilma dizer que está tudo indo as mil maravilhas, eita País tupiniquim.
É de chorar ou rir de raiva? eis a questão.

domingo, 7 de julho de 2013

Ator sofre AVC

O Ator Francisco Cuoco passou mal, neste sábado (6/7/2013) durante a apresentação de sua peça "Uma vida no Teatro" em São Paulo, com suspeita de ter sofrido um pequeno AVC, mas o ator passa bem e já se encontra em casa convalescendo

quarta-feira, 3 de julho de 2013

Medicamentos

fonte: Veja.com


Combinação de medicamentos é melhor do que aspirina sozinha para evitar AVC

27/06/2013 - 15:15
É comum que pessoas que já sofreram algum acidente vascular cerebral (AVC) sejam tratadas com aspirina para evitar coágulos no sangue e, assim, diminuir o risco de um segundo AVC. Um teste clínico realizado na China, porém, demonstrou que combinar o fármaco com outro medicamento usado para evitar coágulos é melhor do que a aspirina sozinha para reduzir o risco de AVC, avança a revista VEJA, citando a AFP.

Segundo a pesquisa, publicada esta quarta-feira na revista The New England Journal of Medicine, a terapia combinada reduziu em um terço o risco de AVC em doentes que já tinham sofrido um em comparação com o tratamento baseado na aspirina.

As conclusões fazem parte da terceira fase do teste clínico chinês em torno da terapia combinada para a prevenção do AVC. A pesquisa foi denominada de CHANCE (sigla que significa Clopidogrel em Pacientes com Alto Risco de Eventos Vasculares Cerebrais Agudos Não Incapacitantes). Um teste similar a esse está sendo realizado nos EUA. Caso os resultados sejam confirmados, os especialistas acreditam que a combinação do medicamento clopidogrel (Plavix®) com a aspirina pode mudar o padrão de cuidado a pacientes com um alto risco de sofrer um segundo AVC.

O estudo chinês foi feito com 5.170 pacientes que sofreram um AVC. Até 24 horas depois de o evento cardiovascular ter ocorrido, essas pessoas passaram a ser tratadas com aspirina ou então com a combinação de aspirina e clopidogrel. De acordo com os resultados, 11,7% daquelas que fizeram uso somente de aspirina sofreram um AVC nos três meses seguintes ao início do tratamento. Essa prevalência foi de 8,2% entre o grupo submetido à terapia combinada.

"Os resultados foram surpreendentes", diz Claiborne Johnston, professor de Neurologia da Universidade da Califórnia, em São Francisco, e um dos autores do estudo. Johnston também coordena a pesquisa que está sendo feita nos EUA sobre o assunto. “Devemos ter a confirmação ou não dessas conclusões dentro de alguns anos”, afirma.

terça-feira, 11 de junho de 2013

Anemia Falciforme

Essa para mim é novidade: anemia falciforme é uma das causas de AVC, para quem não sabe, assim como eu,  anemia falciforme é uma doença hereditaria, reconhecida como uma das principais doenças genéticas do mundo, provocando a malformação das hemácias (glóbulos vermelhos)  que tomam o formato de foices, tornando deficiente o transporte de oxigênio, além de causar dor. O traço falciforme se dá quando a pessoa recebe um gene em mutação (do pai ou da mãe) e outro sem, gerando uma criança com anemia falciforme, traço falciforme ou sem absolutamente nada. A doença é mais comum na população afrodescendente.
As chances  de crianças com esse tipo de anemia ter um AVC é de até  trezentas vezes maior, no Brasil cerca de 11%das crianças com anemia falciforme sofrem AVC antes dos 15 anos de idade, então quanto mais cedo detectar a doença mais eficaz torna-se o tratamento. 



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Risco de derrame cai 60% com controle da pressão arterial





Pesquisadores da Universidade de Vermont (EUA) constataram que algumas mudanças na rotina podem reduzir consideravelmente o risco de acidente vascular cerebral. Os resultados foram publicados dia 06 de junho na revista científica Stroke. Os cientistas calcularam o risco de AVC entre quase 23 mil norte-americanos a partir dos 45 anos. O risco foi avaliado usando sete fatores de estilo de vida recomendados pela American Heart Association: controlar o colesterol, ser ativo, ter uma dieta saudável, controlar a pressão arterial, manter um peso saudável, controlar o açúcar no sangue e não fumar.
Durante os cinco anos de acompanhamento, 432 derrames ocorreram entre os participantes. Os pesquisadores categorizaram os sete pontos de vida dos participantes como inadequado (0-4 pontos), médio (5-9 pontos) ou ótimas (10 a 14 pontos). Cada aumento de um ponto foi associado com um risco 8% menor de acidente vascular cerebral. Pessoas com melhores pontuações tiveram um risco 48% menor do que aqueles com pontuações inadequadas, e aqueles com pontuações médias tiveram um risco 27% menor.
Todos os sete fatores desempenharam um papel importante na prevenção de risco de AVC, mas a pressão arterial foi o mais importante. Analisando esse fator isoladamente, pessoas que mantinham a pressão controlada tiveram um risco 60% menor de sofrer um derrame cerebral, se comparados com aqueles que não tomavam esse cuidado. O trabalho também mostrou que pessoas que não fumam ou pararam de fumar no mínimo um ano antes do início do estudo tiveram um risco 40% menor de AVC.
O AVC é responsável pela morte de cinco milhões de pessoas no mundo a cada ano, de acordo com a OMS. No Brasil, a doença mata mais que o infarto: são mais de 100 mil pessoas por ano, segundo o Ministério da Saúde. Outro dado alarmante é que um em cada seis brasileiros corre risco de sofrer um derrame.
"Popularmente conhecido como derrame, o acidente vascular cerebral é uma alteração do fluxo de sangue no cérebro, que ocorre por falta ou extravasamento de sangue em alguma região do corpo", explica o neurologista André Lima, do Hospital Barra D'or, especialista em prevenção dessa doença. 
Mas é possível se prevenir de um AVC, já que a maioria dos fatores de risco para o quadro clínico pode ser evitada. "Quanto mais idade a pessoa tiver, maiores são as chances de derrame e, por isso, os cuidados devem ser redobrados", alerta o neurologista Maurício Hoshino. Saiba porque as mudanças no estilo de vida são importantes para prevenir esse mal: 
Colesterol alto
O excesso de colesterol no sangue aumenta o espessamento e endurecimento das artérias. "Placas de colesterol e conteúdos gordurosos se depositam lentamente na artéria, fazendo com que ela se feche aos poucos e impeça a passagem de fluxo sanguíneo", explica Maurício Hoshino. Esse processo provoca arteriosclerose - endurecimento das artérias - e prejudica a oxigenação do cérebro, aumentando o risco de AVC. 
Sedentarismo e obesidade
A prática de exercícios físicos é fundamental para controlar praticamente todos os fatores de risco de AVC. Por outro lado, a falta desse hábito e a obesidade só aumentam as chances. "Pressão alta, colesterol elevado, diabetes e doenças cardíacas são complicações decorrentes do excesso de peso e precisam ser prevenidas e controladas com bons hábitos, o que inclui atividade física regular", alerta Maurício Hoshino.  
Má alimentação
Uma vez que diabetes, colesterol, obesidade e hipertensão aumentam as chances de AVC, todos os cuidados para controlar essas doenças servem de prevenção - e a alimentação ganha destaque. Fazer uma dieta balanceada, moderar o consumo de sódio (para pressão alta), evitar alimentos ricos em colesterol e gorduras saturadas (frituras), controlar o consumo de açúcar (para diabetes) são alguns dos hábitos que devem fazer parte da rotina. 
Pressão alta 
A pressão alta ocupa o topo do ranking de maiores causas de acidente vascular cerebral. O neurologista André Lima explica que as paredes internas das artérias sofrem traumas por causa do fluxo do sangue mais forte. "Esses traumas formam pequenos ferimentos nas paredes, que podem obstruir a passagem do sangue (AVC isquêmico) ou romper a parede da artéria (AVC hemorrágico)", explica. É possível, entretanto, controlar a hipertensão com medicação e hábitos saudáveis, como reduzir o consumo de sal da alimentação e praticar exercícios. 
Excesso de açúcar no sangue
O excesso de glicose no sangue - característica do diabetes - aumenta a coagulação do sangue e o deixa mais viscoso. "Isso diminui o fluxo de sangue das artérias e pode levar a um AVC", conta André Lima. Além disso, é comum que pessoas com diabetes também apresentem sobrepeso, colesterol alto e pressão alta - todos fatores de risco de derrame cerebral. Mas vale l lembrar que esses problemas - inclusive diabetes - podem ser controlados com tratamento médico regular e hábitos de vida saudáveis.
Tabagismo 
Substâncias do cigarro fazem com que a coagulação do sangue aumente. Com isso, o sangue fica mais grosso e fluxo nas artérias, por sua vez, fica prejudicado, aumentando as chances de um derrame. "Pessoas que fumam e usam contraceptivos orais têm riscos maiores ainda, pois os hormônios dos anticoncepcionais também interferem na coagulação sanguínea", explica André Lima.  
Doenças do coração
De acordo com o neurologista André Lima, arritmias cardíacas podem formar pequenos coágulos dentro das artérias e veias do coração. "Esses coágulos podem ser enviados às artérias cerebrais, provocando um AVC isquêmico", explica. 
O neurologista Maurício Hoshino, do Hospital das Clínicas, de São Paulo, também lembra que há uma série de problemas do coração que podem atrapalhar o fluxo sanguíneo e aumentar as chances de derrame. "Um deles é o Forame Oval Patente (FOP), uma má formação do coração que atinge 15% da população e faz com que coágulos que deveriam ser filtrados pelo pulmão permaneçam na circulação, aumentando o risco de AVC, inclusive, em jovens", explica.  
Sintomas do AVC 
Quem sofrer um AVC do tipo isquêmico (com incidência três vezes maior que o tipo hemorrágico) tem até quatro horas e meia para ser socorrido e reduzir o risco de sequelas ou risco de morte, como explica o neurologista Maurício Hoshino. "É possível perceber os sintomas através da sigla SAMU, que significa dar um Sorriso, para verificar desvios na boca; tentar dar um Abraço, para ver se há dificuldade de levantar os braços e tentar cantar uma Música, para ver se há dificuldade de fala e processamento do cérebro", conta.  
Infelizmente, Hoshino conta que menos de 5% dos pacientes que frequentam o Hospital Santa Catarina e Hospital das Clínicas, onde ele trabalha, chegam antes do período de quatro horas. 


Publicado em 08/06/2013
site: 24 Horas News